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Não esqueça das seguintes verdades

(...) "De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:

Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma;
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais);
Antes só do que muito acompanhado;
Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não ame;
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura".

Martha Medeiros

Conexão com o amor


"Amo por descuido, prazer, união das vértebras, conjunção dos joelhos. Por safadeza, beleza, overdose de coragem. Por falta de juízo, falta de ocupação, de saudade, de regras.

Amo pelos olhares encontrados, brilho da lua, gosto do beijo, sorrisos marotos, alegria sem motivo e pelos pés fora do chão.

Amo pela sensação de pertencimento do meu amor. Pelo frio nas mãos. Pelo arrepiar na nuca. Amo também porque amar dá um frio na barriga. Amo pela ausência de teorias para amar.

Amo porque me perco nas palavras e o amor me dá coragem de fazer aquilo que eu nunca faria se fosse normal.

O amor ajuda-me a suportar as verdades então, amo pra falar bobagens, fazer histórias, guardar na memória, tolerar o dia, pra lembrar como é bom amar. Amo para não fazer feio na vida.

Amo pra grudar meu corpo, calar minha boca, soltar meu mel. Por dengo, chamego, desassossego. Amo pela temperatura quente do amor. Na boa, eu amo porque amor é a única palavra que faz rima, canção, poesia, filme e outros salamaleques.

Amo porque o amor facilita o entendimento entre duas pessoas de vidas tão diferentes, e transforma dois corpos, um lençol e uma cabaninha em um castelo com um rei e uma rainha.

Amo porque o amor me leva a todos os planetas sem sair do lugar.

Amo pelas minhas carências, toxinas e embriaguez. Amo porque o amor é capaz de me distrair e considerando esse quesito faz a vida acontecer em um único capítulo interminável, de cor azul, com todo o restante dos dias, sendo feriado. O amor é ininterrupto. Não tem pausa. Não possui outra versão e nem tagarela pedindo bis. É contínuo, sem pontuação, acentuação e sem outras frescuras. Amo porque o amor não desistiu de mim

Precisa de mais"?

Autora: Ita Portugal

Infinita sede...


"Em um infinito de possibilidades, eu escolho todas. Tenho uma sede que não cessa e uma dificuldade imensa em escolher apenas um destino. Tenho uma curiosidade que me deixa inquieta e uma vontade de percorrer todos os caminhos que não tem fim. Alimento a ideia fixa de desfrutar coisas que ainda nem sei e o sonho de habitar em lugares onde nunca estive. Tenho vontades para suprir e um monte de janelas para abrir. Sem saída, aceito minha condição restrita, mas faço ser intenso tudo que já conheci. Posso até ser limitada do lado de fora, mas as minhas recordações não me deixam mentir: aqui dentro o espaço é imenso."
(Fernanda Gaona)

50 escolhas inteligentes para abrir seus caminhos

 
1.Intuir
Dê ouvidos a sua intuição: ela nada mais é do que a memória meio enevoada das suas experiências emocionais anteriores, daquilo que você já viveu, sentiu, conheceu. Por isso costuma funcionar tão bem.

2.Assumir suas escolhas
“Aprenda a escolher e a se responsabilizar por suas decisões”, diz a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa. “Nada atrapalha tanto o amadurecimento pessoal quanto responsabilizar o outro pelo que deu errado.” Avalie suas opções e reflita antes – mas decida!

3.Dizer sim...
Não importa se é no primeiro encontro; o importante é saber diagnosticar o que está em jogo. “No amor não há boas regras. Há boas ou más percepções do tipo de necessidade masculina”, ensina o psicanalista Alberto Goldin.

4....e também dizer não
Se este ainda não é o seu mantra, comece a repetir já: “Tenho que dizer não para tudo o que me agrida ou faça com que me sinta subjugada”. Seja menos dramática e chorosa, lutando por seus direitos de maneira focada e objetiva. Deixe o drama para os momentos realmente dolorosos.

5.Valorizar o silêncio
Por mais que você adore pessoas e convívio humano, faça coisas sozinha de vez em quando. Assim você aprende a lidar com os próprios pensamentos, medos, ansiedades... “E descobre que pode ser uma ótima companhia para si mesma!”, diz Ana Canosa.

6.Acolher o amor e, às vezes, só sexo
Enquanto o sexo é uma escolha individual, amor é compromisso com o outro. Você até pode querer juntar as duas coisas, mas não transe somente por amor ao outro. Busque seu prazer sexual, lembrando que experimentar sexo sem amor pode ser bem interessante para aprender a focar puramente no seu gozo.

7.Abrir-se para o erotismo
Para conectar-se ao sexo em tempos de tanta dispersão, explore o erotismo disponível em revistas, livros e imagens. Tenha pelo menos dois livros de contos ou quadrinhos eróticos na cabeceira da cama. Quando bater aquela sensação de que o sexo é só mais uma tarefa do dia, leia uma dessas histórias e inspire-se.
8.Dar uma chance ao outro
No amor, no trabalho ou na vida pessoal. Generosidade faz bem a quem pratica e a quem recebe.

9.Revelar o seu interesse
Afinal, como define o psicanalista Alberto Goldin, uma mulher realmente interessada é muito interessante.

10.Ousar (mesmo!)
Pelo menos uma vez ou outra, seja ousada no sexo. Vista-se poderosamente com corpete, salto alto e peruca (por que não?). Faça strip-tease, transe na escada de incêndio, deixe alguém de boca aberta! Você se sentirá sedutora.

11.Aliar-se a outras mulheres
Tenha amigas com quem possa desfrutar intimidade, buscar consolo, compartilhar experiências e aprendizados. Não cultive a rivalidade feminina, tão estimulada pela cultura, e opte por vínculos verdadeiros. Você perceberá que todas passamos por apuros semelhantes e poderá fazer grandes descobertas.

12.Fazer muito mais sexo
“O sexo desencadeia algumas das sensações mais intensas e maravilhosas da nossa vida”, afirma o psicólogo Ailton Amélio. Além disso, está ao alcance de todos. Não precisa ser comprado nem é necessário pagar royalties para tê-lo. “No entanto, poucas pessoas tiram todo o proveito que poderiam.”

13.Simplesmente escutar
Nos primeiros encontros, o mais inteligente é escutar. “Os homens adoram falar, e uma mulher que sabe ouvir com atenção, cuidado e interesse ganha muitos pontos”, acredita o psicanalista Alberto Goldin. Com as amigas, marque almoços individuais e estreite a cumplicidade.

14.Renovar
Tente ser uma pessoa aberta ao novo e ao diferente; não use sempre o mesmo “mapa” para ir de um ponto a outro na vida. Abra seus horizontes. Isso diz respeito a parceiros também. Se o atual não a satisfaz em algum aspecto, seja honesta consigo mesma e conquiste coragem para trocar.

15.Mexer-se
Pare de buscar métodos milagrosos ou instantâneos para manter a forma e exercite-se! Escolha uma atividade que lhe dê prazer. Pode ser dançar (mesmo sozinha, em casa, desde que com constância e assiduidade, 30 minutos diários, por exemplo). Prefere caminhar, mas tem preguiça? Recrute um amigo. Arrume um cachorro. Mas vá!

16.Comemorar
Festeje cada conquista de sua vida, recordando todo o esforço que empenhou. Monte uma caixa com objetos, recortes ou lembranças das vitórias e olhe sempre – especialmente quando tudo parece cinza.

17.Comprar somente o que lhe agrada
E não o que acredita que impressione os outros. Assim você fica mais feliz, encontra o próprio estilo e ainda contribui para a sustentabilidade do planeta ao adotar o consumo responsável.

18.Investir na beleza essencial
Postura, atitude e charme compõem o tipo de beleza que se mantém com o passar dos anos. Em um mundo competitivo, em que prevalece a exigência da juventude eterna, é fácil esquecer que algumas características pessoais são tão importantes quanto a estética.

19.Ser inteira
Não busque no parceiro um complemento do que falta em você: encontre em si mesma aquilo que acredita estar faltando (ou persiga como meta até conseguir!). Afinal, a história da cara-metade é muito antiga e chata. O parceiro deve ser (assim como você para ele) um agregador, alguém para compartilhar coisas boas e tristes.

20.Ter opinião
Nada é mais triste do que conversar com alguém que não tem o que dizer. A repetição de frases feitas ou de ideias onipresentes na mídia não prende a atenção de ninguém. Permita-se exprimir o que genuinamente pensa, mesmo que vá na contramão do senso comum. Assim você despertará mais atenção, até no trabalho.

21.Rejeitar as fofocas
É certo que fica mais difícil quando o nome que está na roda é o seu. Mas lembre-se de que os fuxicos costumam vir principalmente de pessoas em momento de pouca riqueza interior (para ser sutil...). Deixe-as falar e ocupe-se de outras coisas.

22.Arriscar-se
Pode ser em pequenas coisas do dia a dia, como pedir um prato novo no restaurante, ou no trabalho, ao assumir uma tarefa nova. Independentemente do resultado, a gratificação será a coragem de experimentar. Dispense o mediano, que anda de mãos dadas com a mediocridade. Torne sua biografia mais interessante.

23.Revitalizar-se
O psicólogo Anderson Zenidarci alerta que costumamos adoecer fisicamente para denunciar dores emocionais. O que fazer então? Expressar livremente nossos sentimentos, mesmo os mais dolorosos. “Quando não sabemos ou não conseguimos, o corpo faz isso de forma automática”, acredita Anderson.

24.Dar-se um presente
Seja carinhosa com você mesma, oferecendo-se momentos de calor e bem-estar. Ao comprar para si algo que adorou, peça à vendedora para embrulhar para presente e abra como se fosse uma surpresa.

25.Pôr os pés no chão
Sonhar é bom quando nos ancoramos no real, construindo estruturas sólidas para realizar. Caso contrário, gerará frustração, ou seja, expectativas não realizadas. Brad Pitt pode até ser seu homem ideal, mas busque modelos mais próximos do seu círculo de convivência se quiser de fato ter um parceiro.

26.Mudar de estratégia
Se as conquistas pessoais não vêm, apesar dos esforços, analise melhor suas ações. Os obstáculos que enfrentamos dão pistas de posturas ou caminhos equivocados. Em vez de lamentarse, veja os fracassos também como forma de aprendizagem e lapidação pessoal. Repense e busque outra tática.

27.Cercar-se da diversidade
Cada amigo é um universo que se apresenta ao nosso contato. O diferente é interessante, pois expõe um novo ângulo para enxergar os fatos da vida. Amigos de todas as idades, crenças, etnias e profissões só nos enriquecem.
28.Tomar a iniciativa
Não tenha medo de romper com os próprios padrões e surpreender – principalmente a si mesma. Quem disse que você não pode vestir aquele tomara que caia ou aquela cor vibrante da moda? Ponha a autocrítica um pouco na gaveta e não tenha medo de marcar presença pela autenticidade.

29.Ser múltipla
“Nelson Rodrigues que me desculpe, mas as mulheres não são apenas santas ou demônios. Têm várias facetas, detalhes e ‘balangandãs’...”, diz o psicólogo Anderson Zenidarci. É a senha para viver sem culpa a personagem do dia sabendo que ela está longe de ser falsa – é, isso sim, uma das expressões de você mesma.

30.Ser frágil
Se não assumimos nossas fraquezas abertamente, por receio da exposição, ficamos com a falsa impressão de que esses sentimentos são feios e apenas nossos. Começamos a nos sentir inferiores. Pode ser o contrário. Ao deixarmos de lado a fantasia de super-heroínas, readquirimos a beleza do humano.

31.Deixar que ele pague o jantar
Se o objetivo for oferecer a ele uma oportunidade de mostrar-se autoconfiante ou generoso.

32.Conhecer-se
É a forma fundamental de amor a si mesma. Você decide como conseguir isso: pode ser por meio da psicoterapia, de conversas com pessoas amigas e até de meios artísticos.

33.Persistir
Às vezes os desafios parecem se avolumar à nossa frente de tal forma que temos vontade de desistir de nossas metas. O esforço, o combate ao desânimo e à falta de fé e a retomada da esperança diante dos obstáculos dependem de uma vontade íntima que todas podemos encontrar.

34.Comunicar-se bem
Uma das mais poderosas comunicadoras do planeta, a americana Oprah Winfrey, sugere deixar de lado a criptografia cibernética e evitar abreviaturas e contrações. No contato profissional, além de resultar em mensagens mais elegantes, será mais fácil ser levada a sério.

35.Estar com sua família
Vida moderna é quase sinônimo de isolamento. O pai e a mãe fazem hora extra e cursos de especialização profissional, os filhos pequenos têm agenda de gente grande, os adolescentes estão com a galera o tempo todo. Assim, quase ninguém se vê mais em casa. Crie estratégias para melhorar seu tempo em família.

36.Fazer mais amigos
Não sabe como? Ou é muito tímida para puxar conversa na academia? Considere a possibilidade de se matricular em um curso diferente, como gastronomia, degustação de vinhos ou cerâmica.

37.Valorizar a autoestima
O psicólogo Ailton Amélio da Silva sugere fazer uma lista dos próprios méritos para, depois, ler e refletir sobre eles várias vezes por dia. Que tal também rever aquelas conclusões pessimistas que você tirou a seu respeito no passado? É bastante provável que a maioria delas não tenha se concretizado.

38.Dividir as tarefas em casa
Não significa apenas o trivial, “você lava, eu enxugo”. A psicóloga Cecília Russo Troiano, em seu livro Vida de Equilibrista (Cultrix), observa que os bilhetes escolares – e a atribuição de orientar os filhos – sempre são dirigidos às mães, embora ambos cheguem tarde em casa...

39.Trabalhar sem culpa
Toda mãe que se desdobra também em profissional já experimentou esse sentimento ao menos uma vez na vida (ou ininterruptamente, durante muitos anos). Pense então que, lá na frente, seu pequeno irá se orgulhar muito do seu trabalho e da sua versatilidade.

40.Descomprimir
Sabe por que os homens gostam tanto de futebol e de tomar uma cervejinha com os amigos depois do escritório? Porque é uma tremenda válvula de escape após a pressão no trabalho. Encontre a sua forma de se divertir: pode ser uma baladinha inocente com as amigas ou uma massagem.

41.Ser profissional
Isso significa muitas coisas: não estar vestida para matar no casual day da empresa; isolar problemas particulares do ambiente de trabalho; distinguir uma crítica pessoal de outra profissional; ser imparcial com a melhor amiga se ela também for colega de trabalho.

42.Desconectar
Tenha momentos sagrados para estar com as pessoas que ama: desligue-se da tecnologia e do movimento urbano. Se puder, desfrute o contato com a natureza, que pode devolver equilíbrio ao corpo e à mente e, ainda, acender o instinto sexual.

43.Ser verdadeira
Quando você tinha uns 4 ou 5 anos, sua mãe decretou que mentira tem perna curta. Lembra? A regra continua valendo na vida adulta.

44.Ser feliz
Não um dia, no futuro, quem sabe... Escolha ser feliz hoje, agora mesmo, enquanto lê esta revista e pensa que logo mais vai poder abraçar seu filho, sua mãe querida ou seu parceiro. Ou que talvez possa comprar um sorvete para aplacar o calor deste prenúncio de verão. Escolha ser feliz nas pequenas coisas, no dia a dia, todos os dias.

45.Ter vida pessoal
Bons profissionais se valorizam e sabem da importância de cultivar interesses pessoais. Estar disponível no trabalho não é o mesmo que se tornar o burro de carga oficial do departamento. E provavelmente não será dessa maneira que você conseguirá uma promoção ou aumento.

46.Ter um grande objetivo
“O comprometimento com a vontade, o pensamento e a ação para chegar a uma meta produz o envolvimento e a energia necessários para que o propósito seja cumprido”, diz a psicoterapeuta Raïssa Cavalcanti. Não tenha medo de sonhar grande.

47.Adotar o “pronto, falei!”
Quem é íntima das tuitadas sabe que esse é um dos tags mais utilizados. Geralmente vem seguido de rápidos desabafos e declarações excessivamente honestas. Faz um bem inacreditável. Pois não precisa ser só na internet. Você também pode exercitar o “pronto, falei!” no seu cotidiano.

48.Ser seletiva
Muita gente se pergunta como fulano ou sicrano conseguiu milhares de “amigos” nos sites de relacionamentos. Salvo raras exceções, esses pretensos populares estão mais interessados em colecionar números do que confidentes. Que tal só adicionar quem de fato lhe interessa?

49.Reciclar-se
A vida é um processo contínuo de trocas, aprendizado e descobertas. Deixe para trás, sem dó, o que não faz mais sentido ou deixou de ser importante. Pode ser um vestido que não serve mais, uma pessoa que a desrespeitou de alguma forma, uma atitude com a qual você não se identifica mais.

50.Sorrir
O que você pensou em fazer deu errado; foi olhar para o bonitão da mesa ao lado e tropeçou... Sorria! Encare com bom humor os pequenos percalços e você vai ver como cresce o fôlego para suas verdadeiras conquistas.


Matéria da Revista Cláudia de 27.09.11 - Por Rose Campos
Consultores: Ana Canosa, psicóloga, terapeuta sexual e diretora da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana; Alberto Goldin, psicanalista e autor de vários livros, entre eles Amores Freudianos (Nova Fronteira); Ailton Amélio da Silva, doutor em psicologia, professor da USP e autor de vários livros, entre eles Relacionamento Amoroso: Como Encontrar Sua Metade Ideal e Cuidar Dela (Publifolha); Anderson Zenidarci, psicólogo, especialista em psicossomática; Raïssa Cavalcanti, psicoterapeuta, presidente do Instituto Anima de Sophia e idealizadora e coordenadora do projeto Valores Humanos.

Das coisas que ferem...

   
 "Dramática é uma palavra muito forte, porque nada em mim dói de brincadeira. Se eu tô dizendo que feriu, é provável até que eu esteja minimizando o quanto para não culpar o "culpado". Infelizmente é a minha atual realidade. Não acho que eu seja o último ser-humano da face da Terra, muita gente passa por isso, mas como disse Elis Regina - "As pessoas estão ressabiadas de dizer que GOSTAM das outras." 
     E o mais cruel não é nem a capacidade das pessoas fazerem isso com as outras, mas a incapacidade de se colocarem no lugar daqueles que são criticados. Todo mundo me diz o que fazer e como agir, mas ninguém tenta se colocar no meu lugar por um segundo e tentar entender os motivos das minhas ações, a minha vida, o que me ocorre, os meus problemas (nem os reflexos das ações alheias, diga-se de passagem), e tantas outras coisas que são indiscriminadamente desprovidas de qualquer tipo de maldade, de qualquer tipo de intencionamento ou qualquer coisa que seja propositadamente negativa mesmo com quem talvez merecesse um justo sacode. E a ausência dessa maldade não faz de mim uma pessoa boa nem melhor que qualquer outra. Só faz de mim alguém que ainda pensa carinhosa e cautelosamente em qualquer pessoa que eu seja capaz de amar e perdoar."


(Fernanda Young)

Sensibilidade + Amor = MULHER

Sensibilidade + Amor = Mulher
Esse mês comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Comemorações, festas, homenagens, mas será que isso representa o que se passa dentro de cada mulher? Minha experiência no consultório diz que não! São mulheres bonitas, inteligentes, algumas realizadas profissionalmente, mas no íntimo, infelizes, insatisfeitas, decepcionadas, machucadas, tristes, doentes emocionalmente, mas todas em busca da essência que há em todas: força, coragem, garra, luta e, principalmente, a sensibilidade e a capacidade de doar amor, apesar de nem todas terem essa consciência, ainda!

Por outro lado, temos os homens e, infelizmente, há ainda muitos contaminados pela educação machista, de que não devem chorar, demonstrar seus sentimentos e, assim, negam cada vez mais o que sentem e com medo, inconsciente claro, fogem. Fogem da entrega, do amor. E com isso, homens e mulheres, perdem. Perdem a oportunidade de crescerem e, mais ainda, de amarem e serem amados. Questiono o porquê de tantos desencontros, tristezas e lágrimas. E percebo que as emoções sempre são as origens dos conflitos, das brigas, da infelicidade. É mais do que certo que realização profissional e conquistas materiais não são suficientes para fazer alguém feliz. A emoção sobrepõe-se a todas as outras conquistas. Ainda buscamos uma relação saudável, um companheiro para dividir cada momento da vida, alguém para trocar acima de tudo, amor.

Algumas mulheres podem dizer que isso não acontece com elas, são realizadas, tiveram, ou não, seus filhos, um bom emprego, ou negócio próprio, mas será que são felizes em sua relação afetiva? São correspondidas em seu amor? Estão satisfeitas com a maneira que estão conduzindo suas vidas? Devemos lembrar que muitas vezes a imagem de alguém independente, livre, pode ser apenas superficial para proteger um lado emocional fragilizado e machucado. Muitas mulheres se contentam com o conforto material que seus companheiros oferecem, mas porque talvez saibam que eles são incapazes de dar o amor que, na verdade, desejam.

Quantas mulheres desejam o divórcio, mas não têm coragem de pedi-lo? Quantas são as que amam e não se sentem amadas? Quantas se sentem sozinhas mesmo acompanhadas? Quantas estão sós e buscam alguém que as amem? Ou ainda, mulheres dode casa, que abriram mão de sua própria vida para cuidar da casa, dos filhos, dos pais, marido e não são sequer reconhecidas? Quantas não buscam uma atividade profissional por se sentirem incapazes? Parece que somos capazes de cuidar de tudo, mas neste tudo, parece que esquecemos muitas vezes, de cuidar de nós mesmas. Por que fugir do desafio de cuidar de si mesma? Sim, cuidar de si mesma para muitas é um verdadeiro desafio.

Na verdade, o que explica muitos dos conflitos e que reflete diretamente nos relacionamentos, é a busca de simplesmente querer ser cuidada, protegida, ainda que inconscientemente. Alguém pode dizer: eu não! Você sim! Qual o erro em querer um relacionamento baseado no companheirismo, amizade, cumplicidade, troca e acima de tudo, baseado no amor? Qual o erro em querer alguém que se preocupe com você tanto quanto você se preocupa? Que lhe dê atenção, carinho, afeto? Quem não gosta de poder contar com um abraço, um colo, depois de um dia difícil? Não há mal nenhum nisso, seja homem ou mulher. O que precisamos é sermos coerentes com aquilo que sentimos e demonstramos, do contrário viveremos em conflito, não só com o outro, mas com nós mesmas.

O que leva a verdadeira independência não é só ser capaz de se manter financeiramente, mas principalmente, ser capaz de enfrentar os medos, os desejos, de ser consciente do que sente e acreditar que é possível encontrar alguém que valorize tudo aquilo que você doa sem que seja pedido. Alguém que saiba reconhecer que além de um corpo ou rosto bonito, existe um ser humano com sentimentos, que chora, reclama, pede, espera, mas também acolhe, cuida, torce, e deseja acima de tudo, troca. Afinal, somos capazes de parar seja o que for e lembrarmos de dar um telefonema só para que o outro se sinta importante. Somos capazes de mesmo cansadas, lembrar de dar um abraço e perguntar como foi o dia, mesmo que o próprio tenha sido péssimo. É, somos capazes acima de tudo, de amarmos e continuarmos amando, mesmo machucadas.

Por isso e muito mais, é que temos que continuar demonstrando o que sentimos, sem negações, fugas ou culpas. Temos que valorizar cada vez mais o quanto somos únicas e especiais, para que assim, mesmo não sendo reconhecidas por quem amamos, nós mesmas conseguiremos nos aprovar e reconhecer nosso valor! Quando acreditarmos em nós mesmas, não permitiremos mais sonhos vazios, relações doentes, falta de respeito e amor, nem mendigaremos migalhas, pois neste momento seremos capazes de nós amarmos e estaremos finalmente livres para amar, ser amada e enfim, sermos felizes, com quem realmente nos valoriza! Um dia, quem sabe você se libertará da necessidade que alguém perceba e valorize a simplicidade de seus desejos, o dom inato de doar e amar incondicionalmente. Tenha certeza, nosso ser é único! E parabéns pelo nosso dia!



Texto de Rosemeire Zago(psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática).

Algumas breves reflexões sobre o feminino

Mulher
O feminino em essência é nutridor

Nutre, a mulher, com seu leite ao seu filho, a si mesma e à vida com sua intuição, com seus gestos, com sua capacidade de ouvir e de receber em si o outro, com sua fala que aquece e envolve. A nutrição é um ato de amor. Quando assim nutrimos a vida (filhos, carreira, companheiros de existência, e a nós mesmas) ela revivifica, ganha novo significado e se robustece. A competitividade exagerada que empregamos no trabalho e no cotidiano dificulta estarmos em paz com esse atributo que irá requerer de nós disponibilidade para ouvir, para ser receptivo ao outro, para dar de nós nutrição afetiva.
 



Ser feminina
Requer de nós estarmos em paz e aceitando os aspectos tipicamente femininos do nosso corpo, cuidando bem dele, com alimentação adequada, exercícios físicos apropriados, higienização necessária e levando em consideração os períodos do ciclo hormonal, que às vezes requerem de nós pequenas mudanças nos hábitos. E estar em paz com nosso corpo nos ajuda a desenvolvermos uma sensualidade e uma sexualidade mais vibrante e saudável. O corpo feminino que a mídia adora e que é vendido como perfeito, ou é anoréxico (ou quase), sem formas femininas naturalmente arredondadas, ou é turbinado com silicone - peitos, coxas, nádegas, bochechas, lábios, para ficar mais, muito mais arredondado e farto a fim de vender mais revistas, novelas, pornografia, produtos e negócios.
As mulheres que ficam fora desse padrão conseguido à base de cirurgia plástica ou com uma alimentação a base de muita água e alface, muitas vezes, passam a detestar o corpo que carregam, negando-o ou castigando-o com cirurgias desnecessárias, tratamentos estéticos caríssimos, com dietas sem propósito, ou com malhação exagerada.
O tipo de vida que a mulher do ocidente leva faz com que ela vez ou outra sinta que a menstruação a atrapalha. Existem também mulheres que chegam a se sentir doentes quando menstruadas. É também comum encontrar uma mulher que odeie menstruar, ou que sofra de TPM, desenvolva endometriose, tenha dificuldades para engravidar. Muitas retardam ao máximo a gravidez, privilegiando a carreira; a sociedade atual inclusive prega que isso é o melhor para nós. Será?

O ciclo menstrual, as marés, os ciclos lunares, as estações do ano, os ciclos de vida (gestar, nascer, crescer, amadurecer, morrer, renascer) estão todos de certa forma intrinsecamente relacionados ao feminino. Faz parte assim do sagrado da vida na Terra. Menstruar é nossa dádiva (porque é associado ao dom de criar e recriar a vida).
A mídia também vende uma outra imagem de mulher que tentamos copiar a qualquer preço, ainda que seja à base de antidepressivos, pois ela é forte, feliz, trabalha fora, tem sucesso, faz carreira, tem dinheiro, é jovem, tem filhos pequenos sadios e felizes, marido ou namorado satisfeitíssimo, amigas igualmente bem sucedidas, família, casa bonita e florida, tudo lindo, equilibrado e perfeito... (ainda que fora dos padrões da realidade viável).
Digo não viável porque não se consegue colocar o mesmo empenho necessário em coisas que nos puxam para lados opostos, como fazer carreira bem sucedida e criar filhos pequenos, de forma que cresçam saudáveis emocional, física, mental e espiritualmente. Algo não será bem resolvido, seja a carreira ou os filhos.
A mulher que hoje assume tanta responsabilidade vive cansada, às vezes mal-humorada, outras vezes sente que a vida exige demais dela, quando não é ela mesma quem se exige muito. Fica ressentida.
É essa mulher que se deprime, que sofre de ansiedade, de estresse.
Descobrir que não somos perfeitas e que precisamos de ajuda ou de abrir mão de algum encargo, digo encargo e não dever, poderá começar a nos ajudar.
 



Ser feminina
É ser intuitiva e usar essa intuição na vida comum.
Apesar de este atributo ser muito badalado, vejo que de uma forma geral usamos menos a intuição do que deveríamos, desabituadas que estamos a ela.
A intuição não é “achismo” (eu acho que), nem é julgamento ou preconceito. A intuição é uma percepção muito real e completa, não requer análise criteriosa do assunto, é um saber. Ela deve ser trabalhada, observada, para podermos usá-la com confiança em parceria com nossa capacidade de raciocinar, passando a ser benção na vida de cada um.
 



Ser feminina
E ser acolhedora. Hoje milhares de crianças pequeninas são educadas por atendentes de creches, professores, babás, enfermeiras ou empregadas domésticas (tanto faz a classe econômica). A pior parte fica para a classe mais pobre, pois, aí as crianças se criam sozinhas. Faltam-nos tempo e disponibilidade para acolher nossos filhos com a quantidade e qualidade que precisam e merecem.
Repassamos nosso dom para funcionários pagos para “ocupar” nosso espaço, já que “temos que“ ocupar outros lugares na vida.
Acolher é receber o outro e o envolver, pode ser através dos abraços e afagos, mas também da atitude de ouvir e de enxergar verdadeiramente o outro, sem pressa, entregue ao deleite do momento, pode ser também através da fala amorosa que aquece e enternece, fazendo com que o outro se sinta vivo e importante.
 



Ser feminina
É ser por natureza criativa. Criatividade que pode ser direcionada para criar filhos; criar beleza na vida; para pintar quadros; escrever poesia; costurar; bordar; conceber prédios, escrever livros, trabalhos sociais; encontrar a cura para doenças; inventar comidas deliciosas; cultivar jardins.
Através de nossa criatividade podemos acolher nossa alma e aos que estão ao nosso redor de uma forma mais bela e menos tediosa.

Feminino e masculino, atributos complementares da alma humana, um não é melhor ou pior que o outro, ambos são importantes para nosso pleno desenvolvimento como individualidades e como humanidade. Negar um atributo para robustecer outro tem sido a escolha nossa como coletividade, ao longo de séculos, mas pela gravidade das mazelas que afligem hoje a humanidade, podemos perceber a necessidade premente do resgate do feminino, primeiramente através da figura arquetípica da mãe, e por meio dela, de todas as demais. As gerações futuras agradecerão.



Texto de Thais Accioly

A nova mulher e suas ferramentas em busca da plenitude

A nova mulher e suas ferramentas em busca da plenitude!
Infelizmente, feridas por regras patriarcais, muitas mulheres saíram do extremo da submissão em busca de seu real valor, mas se perderam. Assim, morrendo de medo de se sentirem novamente amarradas pelas rédeas do passado, insistem em renegar sua alma acolhedora, sua beleza encantadora, seu coração fértil, receptivo...

Neste momento, desejo enaltecer esse doce coração, provocar - no bom sentido - o desabrochar completo desta alma legitimamente sensível, terna, plena!

Que possamos, especialmente hoje e a partir de agora, baixar as armas, as defesas e as desconfianças... e simplesmente ser mulher – com todos os predicados que esse lugar nos cabe! Porém, não com um comportamento maquiado, afiado, dolorosamente sociabilizado. Proponho um comportamento autêntico, com direito à sua notável delicadeza, à doçura que tantas vezes é substituída pelo espírito de competição e comparação equivocada com os homens.

Que deixemos, enfim, de lutar por uma igualdade genuinamente impossível, que mais nos desvalorizaria do que enobreceria. Que passemos a assumir nossas maravilhosas e caras diferenças e atuemos decididamente a partir de nossa feminilidade essencial, preciosa, sublime. E que façamos isso, sobretudo, no exercício de conduzir as nossas relações, seja no âmbito profissional ou pessoal.

Desejo que nós, mulheres, recuperemos nossa capacidade de sedução e envolvimento – no sentido mais amplo dessas expressões – sem, contudo, termos de agir como os homens. Não somos homens. Não somos melhores nem piores. Somos mulheres, somos o feminino divinamente complementar do masculino e vice-versa.

Não precisamos de igualdade, apenas de nossa singularidade. Portanto, sugiro que sejamos firmes, justas e produtivas, mas sem nunca renegarmos nossa natureza criadora e criativa. E com certeiros atos, que possamos, de fato, conquistar o mundo.

Porém, não falo de uma conquista cujo adversário se chama homem! Não precisamos de adversários, mas de companheiros, aliados, protetores e amigos. Quando proponho que nos comportemos femininamente, estou sugerindo o exercício da lucidez feminina, da capacidade que temos de conciliar e compreender, de um gesto que perdoa, um abraço que envolve, de uma conduta que nutre e floresce o que está ao seu redor...

Sei que muitas mulheres são subjugadas e até desvalorizadas em seu ambiente de trabalho e até mesmo em suas relações afetivas; sei que muitas delas não encontram espaço para sua expressão máxima e contundente. Por isso mesmo, hoje especialmente, quero defender a urgência do deixar-ser e levantar a bandeira em nome do SER MULHER!

Que todos nós possamos reconhecer o feminino que há em cada um, o feminino Gaia, o feminino que gera e dá à luz tudo o que é vivo... para que o mundo seja salvo da agressividade, do abandono e da carência profunda de afeto que vem sofrendo!

A gentileza é feminina!
Rosana Braga é autora do livro O PODER DA GENTILEZA. 

Aceitando a Mulher em mim


Primeiro aceitar o ritmo próprio, as vezes difícil de entender, especial, cíclico, de mudanças periódicas, de inícios e de finais que a obrigam a se refazer e se transformar muitas vezes. A mulher é um Ser da Natureza e junto com ela sua vida corre, escoa e desliza muito perto da essência das coisas.

Isso teria que nos ensinar que as circunstâncias externas podem ser naturalmente levadas em conta, mas as circunstâncias internas precisam também ser constantemente reconsideradas. Ser mulher começa na profunda valorização do seu corpo: muitas mulheres vivenciam o corpo como se fosse uma casa que da qual perderam a chave, algo que não é delas. Falam do funcionamento físico como um sistema que não está dentro delas...

Ainda hoje a mulher se deixa levar pelos padrões da mídia, comparando qualidades físicas, atendo-se com desespero a padrões da moda. Isso acaba por negar ou reprimir o que ela deveria mais apreciar em si mesma, o que ela própria é!

Identificar num conceito consumista seus supostos "defeitos" pessoais, é ficar presa a eles, e criar uma situação tão negativa, que parece não haver solução... Há pesquisas que indicam que ler algumas revistas ditas femininas aumentam e muito o nível de depressão das mulheres e "achata" sua auto-estima.

A sociedade valoriza o externo, o conceito abstrato: é o médico milagroso que emagrece e não a consciência de querer emagrecer; é a maquiagem que embeleza e não a expressão do olhar...

A verdadeira identidade da mulher não está no documento do RG, mas sim na consciência da sua Unicidade, Continuidade e Mesmicidade: sentimentos que partem da necessidade de se reconhecer no Espaço (com a integração do corpo), de se relacionar com o Tempo (se mantendo única mesmo com todas as experiências passadas), e de ser reconhecida pelos outros, aumentando suas relações interpessoais com constantes experimentações, transformando o mundo ao seu redor, configurando e re-definindo a si mesma, sempre.

Tentar recuperar o respeito, a dignidade e a civilidade do contato humano que andam parecendo tão raros é o que melhor expressa a identidade profunda do Feminino, e essa é a tarefa mais digna das mulheres nesse início de século.


Sonia Blota Belotti 

Sobre a alma feminina e ser mulher


O que significa ser uma mulher hoje em dia? A resposta varia muito conforme a idade desta mulher, mas há uma característica que exigimos de todas – que sejam independentes. A resposta para a pergunta não parece ser muito difícil se não colocarmos tal palavra. A pergunta passa a ser: O que significa, hoje em dia, ser uma mulher – acima de tudo – independente?

Há alguns anos, talvez ainda na primeira metade do século passado, nós não tínhamos muitas opções. Ser mulher significava, na maioria dos casos, ser casada, cuidar de um lar e dos filhos, ter cuidado especial com o marido e, aos poucos, com os mais velhos da família. Depois da revolução da pílula, do voto feminino, e de mais alguns hippies e revoluções no caminho, uma mulher precisa ser mais do que isso. O que precisamos ser? O que significa ser independente?

Queimamos nossos sutiãs, escolhemos não ter filhos, saímos dos casamentos assim como entramos, rasgamos os vestidos de noiva, pegamos no batente, acordamos cedo para trabalharmos fora de casa, moramos sozinhas. Tudo isso é independência? Não precisamos nos casar virgens, não precisamos nos casar. Não precisamos tolerar maridos rabugentos, não precisamos de maridos. Não passamos mais a noite toda acordada por causa das crianças, não precisamos de crianças. Vamos votar todos os anos pares, apitamos jogos de futebol (temos times femininos de futebol, ainda que ninguém os leve a sério). Bebemos cerveja, batemos massa de cimento, falamos sobre sexo, viajamos para qualquer lugar do mundo sem nos preocupar com satisfações. Tudo isso é independência?

Volta-se à questão: o que significa ser mulher? Ser mulher significa tudo isso ou o contrário disso? O que somos e para quem?

A alma feminina é delicada. Todas as mulheres são delicadas – as que vestem rosa e as que vestem preto, as com rímel nos olhos e as sem, as que cruzam as pernas ao se sentarem e as que dão gargalhadas altas. A alma feminina é delicada porque torna tudo muito cuidadoso. As mulheres, queiram ou não, têm o poder do cuidado. Antes não tínhamos muitas opções, cuidávamos da casa e de tudo que estivesse dentro. Hoje temos a opções de cuidarmos de nós mesmas.

A alma feminina é leve. Onde quer que estejam, mulheres gostam de leveza. Não a leveza das coisas materiais, mas das situações que vivem. Estejam elas em uma casa escura, com objetos estranhos, o que as tornam felizes é a leveza do que vivem neste ambiente. Ser uma mulher feliz é estar leve, é viver leve, como uma folha que, lentamente, cai de uma árvore alta. Somos esta folha caindo.

A alma feminina é aberta, como um livro que se deixa ao lado para continuarmos lendo dali a poucos minutos. Cada uma tem sua maneira de ser, mas a espontaneidade faz parte desta abertura. Ser espontânea é manter nossa alma aberta. Estamos sempre abertas para sermos atenciosas com os outros, para falar sobre tudo o que soubermos, para rirmos da vida. Cada vez mais, estamos abertas para nós mesmas.

A alma feminina tem força. Enfrentamos as dores de maneira diferente da dos homens. É como se, por mais que doa, passássemos por cima daquilo que nos machuque. Nos deixamos calejar. Engolimos seco. Com toda nossa delicadeza, de leve, sentamos e choramos por aquilo que nos faz sofrer. Mas há algo que nos faz levantar, de maneira mais delicada ainda, e nos faz continuar.

Entretanto, nos dias atuais, muitas mulheres precisam negar todas essas características que nos tornam especiais – e que fazem com que os homens nos olhem com tanto carinho. Não percebem que a independência que declaram (os sutiãs, as pílulas, o não-casamento, etc.) é o que as fazem sentar sozinhas em algum lugar perdido, sem entenderem o que acontece. Choram, mas negam o motivo pelo qual choram. Tornam-se pesadas porque têm medo de serem delicadas e não serem mais respeitadas. Tornam-se fechadas e deixam de ser espontâneas para que as pessoas acreditem no que fala. E aí passam a ser fracas.

Não é o fato de não termos mais que nos casar, termos filhos, votarmos ou outras muitas coisas que nos tornam independentes. O que nos torna mulheres independentes é a maneira como podemos fazer nossas escolhas. Podemos nos casar, sim, podemos ter filhos, cuidar de outras pessoas, usar sutiã e não tomar pílulas. Ainda sim seremos mulheres independentes, porque o que nos diferencia é a maneira com que fazemos tudo isso. É isso: temos o poder da escolha e, ainda melhor, de fazermos tudo isso do modo mais feminino possível. Isso não é maravilhoso? Por que precisamos nos negar de maneira tão cruel? Se antes eram os maridos e os pais que nos maltratavam, hoje somos nós mesmas ao negarmos aquilo que nos é característico.



Texto de Sofia Amorim

Ser Mulher


Ser mulher é muito difícil, mas não é impossível. Se fosse, não existiriam tantas mulheres maravilhosas transitando e mudando o mundo para melhor. Claro que existem aquelas incompetentes, interesseiras, ignorantes, insignificantes e tantos outros defeitos comecem ou não com a letra “i”, mas essas “i” qualquer coisa, a gente ignora com todos os “iii”.

Vamos falar de mulheres que sabem ser mulher, e isso inclui ser bela e faceira, por uma vida inteira, vivendo cada fase, adaptando-se ao tempo que, fatalmente, a deixará com rugas, que ela verá como sinais de experiência, com os seios meio caídos que, para ela será a recompensa por tantas vezes ter dado o peito em alimento a um filho ou como 
Ser mulher2abrigo a um amigo que chorava, então, se com o tempo, seus seios ficarem meio flácidos, não será um motivo de tristeza, mas sim de alegria, por tanto amparo que causaram. O tempo também e, certamente, a deixará com a barriguinha saliente, que ela verá que, acima de uma barriga, ela é um ventre que gera vida, que recebe o sêmen, que já é a semente mas, se caísse em qualquer outro lugar, morreria sem nada gerar e, se gera, é por que um ventre o recebe, une a um óvulo e ainda serve de moradia a esse ser que começa a crescer...

Mas ser mulher é muito mais do que isso – é saber cozinhar, mesmo queimando o dedo, é saber guardar segredo e enfrentar tudo sem medo. Ser nobre de alma, saber perdoar sempre, sem medo de ser chamada de boba, na verdade bobo é quem acha que uma mulher tem que ser dura com os errantes, pisotear os amantes e posar de “top”. Tem que ser guerreira sim, mas no dia-a-dia, criar poesia, lutar por um mundo mais justo, aprender a levar susto sem surtar. Assumir que não é bonita 24 horas por dia, tem fases em que incha, outras em que pechincha, tem a cara de noite mal dormida, a cara de mal agradecida, cara de oferecida e, além de muitas outras, ainda tem a cara de noite bem vivida...

Ser mulher é vestir-se de forma ousada ou recatada, depende de onde é esperada. É ser forte e resistente, driblar qualquer dor, do parto, da rejeição no quarto, de ser trocada pela “melhor amiga”, de menstruar todos os meses, mas ainda quando esse sangue desce cedo demais, ali pelos oito anos de idade em que a vontade é correr alegremente, mas a dor no ventre é tanta que desiste-se da brincadeira sem saber direito por que, entre tantas meninas no mundo, tinha logo que ser com ela. Mesmo assim, não tem choradeira, por que sabe que a dor é passageira, logo cessará e a brincadeira irá reiniciar-se, até que no próximo mês em que irá menstruar e...

Ser mulher é ser mãe, pode ser de filhos legítimos ou adotivos, ou até daqueles que vão se chegando, com cara de carente, vão ficando e, quando se percebe, na nossa casa já estão morando. Mas também é ser mãe de gatos, cachorros e tantos outros animais sejam adquiridos em caros pet shops sejam recolhidos das “pet ruas” que é onde mais se acham esses seres que tantas alegrias nos dão. 
Ser mulher3
Ser mulher é ser feia e bonita, é ver-se pelo avesso, olhar-se no espelho da alma, saber perder a calma e encontrá-la em seguida, é pedir desculpas, é saber errar e se perdoar... É saber que a Ciência já comprovou que a mulher foi o primeiro ser, neste planeta, a ter vida biológica, o que, aliás, tem lógica, já que a mulher gera o ser em seu ventre. Contrariando os princípios de tantas crenças e religiões que pregam a superioridade masculina e seu surgimento antes da mulher, mas neste ponto resta uma dúvida, se a mulher foi o primeiro ser, quem a fecundou?...

Mas, antes de sugerirmos mais um dilema, já há tantos no Universo, termino essa prosa em verso, dizendo que ser mulher é tudo isso e muito mais. Ser mulher é partir desse meu texto e se completar. Ser mulher é, acima de tudo, saber ser um grande ser...



TextO: Dra. Lou de Olivier

Doce Maturidade

Sei que estou madura não pelos fios de cabelos brancos que insistem em se multiplicar e nem pelas oportunidades que deixei passar esperando que melhores viessem, mas porque hoje crio as oportunidades que desejo vivenciar.

Reconheço a maturidade não pelos sonhos que morreram, mas pelos sonhos que insistem em brotar de minha alma e que hoje os faço acontecer à minha medida e possibilidade.

Mas, se ainda assim, o sonho não acontecer ou não der certo, não fico remoendo, me culpando pelo fracasso ou esperando que alguém o realize por mim.

Simplesmente, não perco tempo. Aprendo com meus erros, sigo em frente, sabendo que o tempo de recomeçar já está acontecendo.

Essa é uma das vantagens que o tempo nós dá: aprendemos que o melhor tempo da nossa vida não foi o tempo que passou e nem o tempo que virá – esse tempo é tempo de ilusão, uma maneira de evitarmos a vida que flui naturalmente em nós.

Aprendemos que as perdas, na verdade, nunca foram perdas, e sim, ganhos – oportunidades de nos livrarmos da falsa auto-imagem que construímos para nos sentirmos aceitos e amados.

Quando amadurecemos, compreendemos que não importa se nos sentimos ou não amados o suficiente e se não amamos o quanto poderíamos ter amado...O importante mesmo é como amaremos daqui pra frente!

A maturidade não se faz pelas marcas que o tempo deixa em nossa pele, mas pela sensibilidade que sentimos quando alguém nos toca e com a doçura com que tocamos alguém...Com a doçura com que tocamos a vida!

Entendemos definitivamente que o amor, a alegria, a paz, são sentimentos que brotam de dentro pra fora e não de fora pra dentro.

Aprendemos, ainda, um novo conceito de felicidade, mais consistente e real. Valorizamos a simplicidade da vida, os pequenos gestos...Coisas que a pressa da juventude não nos permitia apreciar.

Compreendemos de uma vez por todas que ser feliz não é uma questão de idade, e sim, uma questão de escolha, de decisão mesmo!

(Cíntia Jubé - Psicóloga – Analista – Pós Graduada em Saúde Mental – Pós Graduada em Psicossomática).

Armas para a sedução...

Que mulher nunca se sentiu insegura no momento de se aproximar de um homem ou iniciar uma conversa? Para ajudá-las, a psicóloga Sandra Cecília tem algumas dicas:

- Cuide da sua auto-estima. Se você não está satisfeita consigo mesma, encontrará muitas dificuldades na arte da conquista.

- A auto-estima envolve aceitação de si mesma, autoconfiança e otimismo. Não deixe que frustrações afetivas a impeçam de seduzir um novo amor.

- Cuide da sua aparência. A vaidade é muito benéfica. A competição está acirrada. Hoje em dia, as mulheres estão mais bonitas, jovens e muito malhadas.

- Lembre-se: um corpo malhado é apenas um corpo malhado. Cultive sua beleza interior. Pode parecer lugar comum falar em beleza interior. No entanto, a beleza é harmonia. A harmonia prevê um conjunto atraente envolvendo inteligência e vivacidade.

- Saiba exatamente o que deseja de um homem: uma aventura ocasional, relacionamento sério ou apenas um relacionamento sexual? Hoje em dias, as mulheres estão mais liberadas sexualmente. Isto pode confundir o homem na hora de sedução.

- Quem seduz o homem ou a mulher? Atualmente, as mulheres também tomam a iniciativa no momento do primeiro encontro, do flerte ou da paquera. A mulher atual é independente financeiramente, mas deve continuar feminina. A ternura, em alguns momentos, pode ser muito cativante.

- Seja sempre você mesma! Fazer o papel de fêmea fatal nem sempre funciona. Pode assustar o homem, se o momento não for apropriado.

- Mantenha seu estilo próprio de se vestir. É muito mais excitante insinuar um detalhe do corpo do que mostrá-lo. Usar roupas decotadas e mostrar seu novo busto pode ser muito sensual. No entanto, se você não está habituada, poderá soar falso.

- Os órgãos dos sentidos são um fator afrodisíaco. Os homens, na hora da paquera, são observadores. Alguns observam primeiro o rosto, outros o colo ou então a cintura e o bumbum. Cada lugar merece uma roupa adequada e especial.

- Você não é bonita? Não se acha desejável ou sensual? Não existe mulher feia! Você não precisa ser bonita para atrair um homem, mas tem que ser atraente para ele. Uma série de fatores contribui para atrair um homem: um corpo bonito, uma conversa agradável, espontaneidade, bom humor ou então, o conjunto de todos estes fatores. Explore o que tem de mais belo e sedutor.

- Se você tem um corpo bonito, use roupas que valorizem suas formas. Tem um cabelo bonito? Cuide dele, para manter o brilho e a maciez. Os homens adoram cabelos macios. Seus olhos têm um olhar sensual? Realce o olhar com uma maquiagem apropriada. Pernas bonitas? Use saias ou vestidos. Enfim, a maquiagem, a moda e a cirurgia plástica podem fazer maravilhas pela beleza da mulher.
No entanto, se você estiver estressada, infeliz ou frustrada, os detalhes da sua beleza não vão aparecer muito. Algumas mulheres que não são o estereótipo da mulher bela e sensual, muitas vezes, seduzem mais do que as ditas bonitas e gostosas. Elas têm carisma, um estilo pessoal próprio que atrai o homem.

- Saiba conversar. Seja natural. Um dia antes do primeiro encontro, durma bem para não ter a aparência abatida ou cansada.

- Alguns homens gostam de perfume, outros não. Escolha um aroma adequado à sua pele. Perfumes muito adocicados provocam até tontura ou enjôo. E se o seu homem for alérgico?

- A boca é extremamente sensual. Um batom ilumina o rosto e valoriza os lábios.

- Gosta de maquiagem? Cada mulher tem seu estilo com relação à maquiagem. Maquiagem com sombras fortes ou escuras demais podem envelhecer o rosto e dar uma aparência vulgar.

- Qualquer lugar pode ser um lugar ideal para o flerte. Se você não sai de casa, perde oportunidades.

- Geralmente, o homem gosta de tomar a iniciativa no primeiro encontro. Se você está aflita demais, também pode arriscar um contato através de um: telefonema, e-mail ou uma mensagem no celular.

- Se for muito direta, o efeito poderá ser desastroso. Os tempos mudaram, mas os homens não gostam de mulheres muito disponíveis. Saiba o momento certo de ser ousada ou discreta.

- O flerte é decisivo na hora da paquera! Olhos brilhantes e um sorriso são muito afrodisíacos.

- Quer agarrar um homem pelo estômago? Hum! Que tal aquele jantarzinho íntimo em seu apartamento ou no dele?

- Esteja preparada para a noite íntima. Lingeries ousadas? Depende do momento e do clima romântico. Se não for o momento pode soar ridículo.

- Carícias ousadas? O clima do encontro tem que estar adequado. Aceitar inovações amorosas só para conquistar um homem não é um bom começo. Ele precisa saber como você é, o que você aprecia ou não. Há muitas maneiras de se dizer as coisas, sem magoar o homem e sem dar a impressão de ser careta.

- Tenha sempre em sua bolsa: camisinha e um absorvente íntimo.

- Sexo no primeiro encontro? Isso é muito pessoal, depende do momento e da sua natureza. Se você não está preparada para um relacionamento sexual, seja clara e objetiva com o seu homem. Medo de dizer não e ele desaparecer? Você não perderá nada se for autêntica.

- Algumas mulheres atiçam, excitam o homem e na hora H dizem não. Este meio de sedução nem sempre funciona.

- Alguns homens não gostam de fazer amor quando a mulher está menstruada. Se houver algum imprevisto, durante um clima romântico, fale para ele. Isto evitará uma gafe muito desagradável.

- Cuidado com as expectativas. De repente, você quer viver um grande amor e ele está querendo apenas uma aventura? Como saber? As conversas, os encontros, podem favorecer bastante o diálogo. Se você quer ter um relacionamento sério, informe o seu candidato. Assim, você saberá exatamente o que esperar dele. Se iniciarem um compromisso mais sério, não cobre o seu candidato a marido.
O efeito da cobrança é imediato! Os homens detestam ser cobrados ou forçados a tomar qualquer decisão. Ele poderá simplesmente desaparecer ou romper com o compromisso. Ninguém muda só porque você deseja.

- Às vezes, uma atração sexual pode se transformar num grande amor. Como saber? Não há como prever o desfecho de um encontro. No entanto, você ficará mais tranqüila se souber exatamente o que deseja da vida e dos homens.

- Mulher fácil; mulher difícil. Isso ainda existe atualmente? Nem tanto. No entanto, os homens não gostam de mulheres muito disponíveis. Ligar insistentemente para o celular dele poderá afastar o homem completamente.

- Se faz algum tempo que você espera um encontro e nada acontece, cuidado! Talvez seja o momento de partir para outra. Os homens, quando muito interessados, costumam insistir bastante no seu desejo de conquista e um encontro. Se notou muito desinteresse, está na hora de reavaliar se vale a pena esperar. Amor platônico favorece a frustração. Você vive num mundo real, onde as pessoas são de carne e osso.

- Aprenda a dançar! A dança é extremamente afrodisíaca. No baile, aceite os convites dos homens para a dança. Se você sempre disser não, perderá a oportunidade de encontrar um homem interessante.

- Cuidado com as altas expectativas na hora de escolher seu homem. Conhece aquele ditado; "Quem muito escolhe, com o pior fica!" As oportunidades de se conhecer gente interessante devem ser aproveitadas.

- Observe os assuntos de interesse do seu homem. Se ele gosta de cavalos, carros ou futebol, leia algo sobre o assunto. Isso pode cativar o homem! No entanto, fingir interesse pelo hobby de um homem só para conquistá-lo pode soar falso.

- É sua primeira experiência sexual? Escolha bem a pessoa com quem você deseja ter aquela noite especial de amor. Não se sinta inferior ou deslocada, porque é virgem. Isso é muito pessoal! Se você tem bloqueios sexuais ou traumas, procure ajuda profissional.

- Lembre-se da palavra: afinidade. As pessoas semelhantes se atraem naturalmente por terem os mesmos interesses, gostos e aptidões. Pode surgir também apenas atração física. A química dos corpos é muito forte. Alguns casais só conseguem se dar bem na cama.

- Lembre-se: um relacionamento entre um homem e uma mulher tem que estar bom para os dois.

Boa sorte!
Psicóloga Sandra Cecília www.relaxmental.com.br