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Agir e Reagir

O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou:

- Ele sempre te trata com tanta grosseria?

- Sim, infelizmente é sempre assim.

- E você é sempre tão polido e amigável com ele?

- Sim, sou.

- Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?

- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.

A implicação desse diálogo é que a pessoa inteira é “seu próprio dono”, que não deve se curvar diante de qualquer vento que sopra. Não é o ambiente que a transforma, mas ela que transforma o ambiente. A pessoa inteira é um Ator e não um Reator.

Extraído do livro "Por que tenho medo de lhe dizer quem sou?" De John Powell

Mantenha a serenidade

Um rico resolve presentear um pobre por seu aniversário e ironicamente manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras.Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com alegria pelo aniversariante, que gentilmente agradece e pede que lhe aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza.

Joga fora o lixo, lava e desinfeta a bandeja, enche-a de flores, e devolve-a com um cartão, onde está a frase:

"A gente dá o que tem de melhor ..."

(William Shakespeare)

Ou seja:

Não perca sua serenidade.

A raiva faz mal à saúde, o rancor estraga o fígado, a mágoa envenena o coração.

Domine suas reações emotivas. Seja dono de si mesmo.

Não jogue lenha no fogo de seu aborrecimento.

Esqueça e passe adiante, para não perder sua serenidade.

Não perca sua calma. Pense, antes de falar, e não ceda à sua impulsividade.

"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra".

O Caminho

Na cidade de Savatthi, no norte da Índia, Buda mantinha um grande centro onde as pessoas vinham meditar e ouvi-lo discorrer sobre Dharma. Todas as noites, um jovem aparecia para ouvir suas palestras. Durante anos ele apareceu para ouvir as pregações de Buda, mas nunca colocou em prático qualquer dos ensinamentos recebidos.

Até que, certa noite, chegando um pouco mais cedo, encontrou Buda sozinho. Aproximando-se, interpelou-o:

- Senhor, tenho uma pergunta que fica surgindo em minha mente e provocando dúvidas.

- Oh? Não deve haver dúvidas no caminho do Dharma. É preciso esclarecê-las. Qual é sua pergunta?

- Senhor, há muitos anos que venho ao seu centro de meditação, e reparei que há um grande número de reclusos ao seu redor, monges e freiras, e um número ainda maior de leigos, homens e mulheres. Alguns deles vêm aqui há anos e posso ver com clareza que alcançaram o estágio final; é bastante óbvio que se encontram plenamente liberados. Posso ver também que outros experimentaram uma certa mudança em suas vidas. Também eles se liberaram. Mas, senhor, também noto que há um grande número de pessoas, dentre as quais eu me incluo, que permanecem como eram, ou estão talvez até piores. Não mudaram em nada, ou não mudaram para melhor. Por que há de ser assim, senhor? As pessoas vêm procurá-lo, um grande homem, plenamente iluminado, um ser poderoso e compassivo. Por que o senhor não usa o seu poder e a sua compaixão para liberá-las todas?

Buda sorriu e perguntou:

Meu jovem, onde você mora? Qual é sua terra natal?

- Moro aqui em Savatthi, senhor, capital do estado de Kosala.

- Sim, mas seus traços mostram que você não é desta parte do país. De onde veio? Onde nasceu?

- Sou da cidade de Rajagaha, senhor, capital do estado de Magadha. Vim pra cá e me estabeleci em Savatthi há alguns anos.

- E rompeu todas as ligações com Rajagaha?

- Não, senhor, ainda tenho parentes lá. E amigos também. Faço negócios em Rajagaha.

- Então com certeza deve ir e vir de Savatthi para Rajagaha com bastante freqüência?

- Ah, sim. Várias vezes por ano eu visito Rajagaha e retorno a Savatthi.

- Tendo ido e voltado tantas vezes, tendo percorrido tantas vezes o caminho daqui a Rajagaha, você conhece bem o percurso.

- Sim, senhor. Conheço a estrada perfeitamente. Diria que até com os olhos vendados eu poderia achar o caminho para Rajagaha, tantas vezes já o percorri.

- Deve acontecer então que as pessoas lhe procuram para que lhes explique como chegar daqui a Rajagaha. Você esconde alguma coisa delas ou explica-lhes o caminho sem evasivas?

- O que haveria para esconder, senhor? Eu explico o mais claramente possível: comece caminhando para o leste e siga em direção a Benares, continue caminhando até chegar a Gaya e em seguida a Rajagaha. Explico-lhes o caminho de maneira a não deixar dúvidas.

- E essas pessoas a quem você dá explicações tão claras, todas elas chegam a Rajagaha?

- Como poderiam, senhor? Somente aquelas que percorrerem todo o caminho até o fim é que chegarão a Rajagaha.

- É isso que eu quero lhe explicar, meu jovem. As pessoas vêm a mim sabendo que sou alguém que já percorreu o caminho daqui até o Nirvana e sabendo que o conhece bem. Elas vêm a mim e perguntam, "Qual é o caminho para o Nirvana e a liberação?" E o que há para esconder? Eu explico claramente: "Este é o caminho". Se alguém apenas abana a cabeça e diz, "Bem dito, muito bem dito, um excelente caminho, mas não vou dar um passo nele; um caminho excelente, mas não vou me dar ao trabalho de percorrê-lo", como essa pessoa poderá atingir o destino final? Eu não carrego ninguém nos ombros até o destino final. Ninguém pode carregar ninguém nos ombros ao destino final. No máximo, com amor e compaixão, é possível dizer, "Bem, este é o caminho e é assim que eu percorro. Se você também trabalhar, se você também caminhar, certamente atingirá o destino final." Mas cada pessoa deve percorrê-lo por si, deve dar cada um dos passos ao longo do caminho por si. Aquele que deu um passo no caminho está um passo mais próximo do destino. Quem deu cem passos, está cem passos mais próximo. Quem deu todos os passos no caminho atingiu o destino final. Mas cada um tem que percorrer o caminho por si mesmo.

Budismo Primitivo

Do livro: Histórias da Alma, Histórias do Coração

Coleção Buscas - Editora Pioneira

O Samurai Idoso

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o velho samurai.

- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

Autor desconhecido

Vento do Nascente

Como uma faca rente ao chão.

Assim passou por mim o vento da SABEDORIA.

E interroguei- o sobre a aflição.

- Não há maior aflição no Cosmo - silvou - do que não haver estado aflito nunca.

E as procissões de adagas seguiram acutilando o poente.

- Mas, dize-me, onde posso encontrar a VERDADE?

E antes que o vento do nascente pudesse responder, interroguei- o outra vez:

- Talvez no fim do caminho!

As facas se transformaram em serpentes sem cabeça que, entrando na poeira do meu caminho, sentenciaram:

- A VERDADE é exatamente o caminho.

- Dize-me, o que é a impaciência?

- Veneno para o espírito.

Enroscado em si mesmo, o vento do nascente continuou levantando a poeira dos bosques.

- E a cólera?

E o vento, distraidamente, sussurrou em meus ouvidos:

- A cólera é uma pedra lançada num vespeiro.

- Em ti, ó vento da SABEDORIA, está o poder de envelhecer os que buscam a VERDADE. Como poderei encontrá-la antes de ficar velho?

E as facas rente ao chão se afastaram e foram cravar-se no Sol, gravando em meu coração uma última resposta:

- A VERDADE não se encontra, sente-se... sente-se... sente-se...

(Texto extraído do excelente livro “A Outra Margem” – J. J. Benítez – Editora Mercuryo).

Jogue fora suas "batatas"

O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a escola.
Durante a aula ele pediu que cada aluno separasse UMA batata para cada pessoa de quem eles sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa.
Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas.
Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo.
O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.
Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a bronca e a negatividade.
Principalmente quando damos importancia aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoas, aumentando o estresse e roubando nossa alegria.
Vamos lá....Jogue fora suas "batatas" e sorria!!!
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.

Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse ele.Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.
Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, nao acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Voce foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas nao pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...

O que você está esperando? Que tal começar agora !!!


"A única vez que você não pode falhar é na última vez que tentar." Charles Kattering

As bananas

Numa experiência científica um grupo de cientistas, colocou cinco macacos numa jaula.No meio uma escada e sobre ela um cacho de bananas.Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e batiam muito nele.
Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros que o surraram.
Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.
Um segundo foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo da surra ao novato.
Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.
Um quarto e, afinal, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas então ficaram com o grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui".

Albert Einstein dizia: "É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito".

Amar é uma decisão


O sábio recebeu a visita de um homem que dizia já não amar a sua esposa, e que pensava separar-se.
O sábio ouviu...
Olhou-o nos olhos, disse apenas uma palavra, e calou-se:
- Ame-a.
- Mas eu já disse: Não sinto nada por ela !
- Ame-a! - disse novamente o sábio.
E percebendo o desconforto do homem, depois de um breve silêncio, o Sábio explicou:
- Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
- O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
- Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame o seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire-o e compreenda-o. Isso é tudo. Ame!

SARASWATI E LAKSHMI

(Um Conto Popular da Índia)

Um jovem entrou na floresta e disse ao seu Mestre Espiritual:
"Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me qual segredo para se poder gerar abundância?"

O Mestre Espiritual respondeu:
"Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas, elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é."

Com um sorriso, prosseguiu:

"Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Saraswati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshimi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Saraswati, Lakshimi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você buscar a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza desejará se entregar a você.
Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza e a abundância que você deseja serão suas para sempre."


Nota: Na Cosmogonia Hinduísta, Saraswati é a esposa divina de Brahma, O Criador. É a Deusa do Conhecimento. Lakshmi é a esposa divina de Vishnu, O Preservador da vida. É a Deusa da abundância.