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Tô chegando, Pai!

Pai, desde que fui semeado aqui, minha Vida não tem sido ruim.
No começo eu fui tomando forma, fui crescendo, crescendo e,
agora, eu já pareço uma cópia (meio achatadinha) de você.

Pai, como tem água aqui!

Antes de sair, quero lhe dizer que não estou com medo.
Alguns anjinhos me contaram que vou morar num lugar
apelidado de " Planeta Água ".
Então, creio que não vou estranhar muito.

Quero avisar-lhe que na hora em que eu sair, vou abrir
um berreiro daqueles, tá?
Afinal, vou dar de cara com um baita espaço e muita
gente estranha em volta de mim !

No começo vou dar um pouquinho de trabalho, viu?
Até eu me habituar, muitas vezes vou acordá-lo
por causa de dorzinhas de barriga, de ouvido, resfriadinhos
e aquelas coisas próprias de gente muito pequena.

Ah! ... não fique com ciúme da mãe, viu?
Por algum tempo ela deixará você meio em segundo plano,
pois estará por demais ocupada com a grande
novidade chamada EU.
Isso não quer dizer que o Amor dela por você terá diminuído.

Na continuação, tudo irá se ajeitando, o Amor que teremos
um pelo outro aumentará cada vez mais e, um belo dia,
você se verá encomendando uma correntinha com um
pingente de ouro incrustado com meu primeiro dente de leite.
Isso sem falar nas minhas botinhas, que você levará
penduradas no espelho retrovisor do carro!

Mais adiante irei para a escola, nos finais de semana brincaremos
juntos e, finalmente, um dia estarei crescido, talvez do seu
tamanho ou até maior.

Lembrarei com saudade dos maravilhosos momentos que
teremos passado juntos e, em todos os meus aniversários,
eu lhe darei mais um daqueles emocionados abraços, dizendo:

" Segura mais esse, Pai!
Filho criado é trabalho dobrado! "

Silvia Schmidt
No livro " Nossas Raízes "
©1999©

Pai e Filho

O jornalista e escritor Tony Parsons é celebridade na Inglaterra. Não só pelas colunas que assina ou pelos livros que escreve, mas também porque consolidou com o livro "Pai e Fiho" (em inglês, Man and Boy) a nova voz do anti-machão.

Quando li o livro, no ano em que foi lançado aqui, 1999 (no Brasil, saiu pela editora Sextante em 2002), fiquei impressionada não com a história do pai que passa a cuidar sozinho do filho de quatro anos, mas pelo relato ter sido escrito do ponto de vista de um homem, admitindo abertamente suas imensas dificuldades nesse terreno escorregadio que é educar uma criança.

Vou contar rapidamente o enredo: o protagonista é bem-casado e pai de um menino. Um belo dia, faz uma grande besteira, a mulher descobre tudo e eles se separam. Ela arranja um trabalho temporário no Japão e eles decidem que ele terá a guarda provisória de Pat, o filho de quatro anos. E aí ele começa a deparar com uma realidade que nunca sonhara: além de trabalhar e trazer dinheiro para casa, tem que sair do escritório todos os dias na hora, precisa recusar encontros, pois não tem com quem deixar o menino, aprende a participar mais das brincadeiras, entender suas manhas, alimentá-lo direito.

Sua experiência de pai-mãe é contada de coração aberto, com as palavras de um homem que não tem vergonha da sua imaturidade. Sem ser sentimentalóide, sem correr atrás da primeira esposa que aparecer só para que ela se encarregue da tarefa de educar os filhos. Uma das cenas mais desconcertantes para o pai-mãe é quando ele vai dar banho em Pat, faz tudo errado e o menino retruca: "Quando é que a mamãe volta? Você não sabe fazer nada direito".

Não, o livro não é nenhum prêmio Nobel, nenhum primor de linguagem ou sofisticação. Aqui foi um enorme best-seller. No Brasil, fiquei estarrecida ao encontrá-lo no website de uma livraria famosa em São Paulo sob a classificação de "auto-ajuda"! Será que é só para vender alguns exemplares a mais??

Talvez o grande sucesso de "Pai e Filho" esteja na tendência não-sou-durão que ele tão bem aponta e que já é bem visível nas ruas da Europa.

Um dos maiores ídolos ingleses do momento, o jogador de futebol David Beckham, é um marido dedicado e pai de dois meninos. Ele não esconde sua satisfação com a vida familiar, mesmo tendo menos de 30 anos, idade em que os machões de plantão se gabam de ainda não ter sido "fisgados" para a "prisão" do casamento. O próprio Tony Parsons ganhou a guarda definitiva de seu único filho num difícil processo de divórcio há muitos anos. Homens empurrando carrinhos de bebê são visões mais e mais comuns nos parques de Londres. Pais que decidiram parar de trabalhar e cuidar dos filhos, deixando o sustento da casa aos cuidados das esposas mais bem-sucedidas, também não são mais bicho-de-sete-cabeças.

Os homens se vestem com roupas mais coloridas, perdem a vergonha de trocar fraldas em público e parecem cada vez mais tranqüilos jogando na lata do lixo - junto às Pampers sujas - a máscara de Rambo. O livro, portanto, só documentou uma tendência. Talvez seja essa a chave do seu sucesso.

Texto de Inês Rodrigues: jornalista e reside em Londres.


O nó do Afeto

Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.


Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.

Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.

E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.

Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.

E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.

Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.

É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

Autor: desconhecido. Texto extraído de um folheto da Escola Irmã Catarina

Publicado no Portal da Família em 01/03/2003

A origem do dia dos Pais

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.

Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.

Em outros países, pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.

Na Itália e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.

Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.

Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.

Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.

Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.

Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.

Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.

Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.

Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.

Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.

África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.

Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).

Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para dizer um simples "Obrigado Papai" !

Fontes:
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
Sites:
http://www.portaldafamilia.org/
http://www.pratofeito.com.br/pages.php?recid=2315
http://www.virtual.epm.br/uati/corpo/dia_pais.htm
http://educaterra.terra.com.br/almanaque/datas/pai.htm