Boas Festas


A todos que fizeram parte desta linda roda de AMOR, plantando, comungando e semeando LUZ, nosso MUITO OBRIGADA e o desejo sincero de muita SAÚDE, FELICIDADE, ALEGRIAS E PROSPERIDADE para este Natal, Ano-Novo e sempre!
Abraço forte,
Janita

Postais Virtuais de Ano Novo




Postais Virtuais de Natal












A Presença Essencial


O Natal é uma festa de aniversário
onde a maioria das pessoas anda esquecendo
de convidar o próprio aniversariante.
No final do ano todos se preocupam
com a comida e com a bebida,
porém se esquecem do mais importante da festa.
A cada ano que passa, as pessoas parecem afastar-se
cada vez mais do verdadeiro significado
deste dia tão importante: o nascimento daquele que
mudou a história do mundo
e até hoje é o mais completo e perfeito
exemplo do verdadeiro amor.
Todos estão preocupados em comprar presentes e,
se a família for numerosa,
têm o cuidado de não esquecer ninguém.
Escolhem até quem vai vestir a roupa do Papai Noel
na noite de Natal, perguntando-se se as crianças vão gostar...
Até parece que o Natal é a festa do Papai Noel.
NATAL É A FESTA DE CRISTO!
É o momento de reafirmarmos Sua presença
em nossas vidas e as dádivas que nos deu.
Por mais que as dificuldades tenham persistido
em cruzar nosso caminho,
vamos refletir sobre as boas coisas que Deus nos mandou.
E não digo coisas materiais.
Falo dos beijos que seus filhos lhe deram,
dos abraços dos amigos, do carinho da pessoa amada,
e até do simples sorriso de um conhecido na rua.
Neste ano, antes da ceia,
mesmo que você esteja entre muitas pessoas,
reúna seus amigos, dêem as mãos e façam uma oração.
Lembrem-se sempre que somos abençoados por Deus!
Tenha certeza que Ele sempre estará ao seu lado,
e faça deste Natal o mais feliz da sua vida.

Roberto Shinyashiki

Oráculo da Deusa

"Sou quem sou
E sei quem sou
Posso cuidar de mim mesma
Em qualquer circunstância
E posso deixar os outros cuidarem de mim
Posso escolher
Não existe autoridade
Mais elevada que a minha
Meu poder de discernimento é finamente aguçado
Tenho autonomia
Estou livre da influência
Da opinião dos outros
Sou capaz de separar
O que precisa de separação
Assim uma decisão lúcida
Pode ser alcançada
Penso por mim mesma
Ajusto a mira
E aponto o arco
Minhas setas sempre atingem o alvo"


Fonte: Livro Oráculo da Deusa - Editora Pensamento

Significado do Oráculo:

Ártemis atirou sua flecha de individualidade na sua vida para ajudá-la a concentrar-se em si mesma.
Você tem estado demasiadamente a serviço dos outros sem certificar-se de que conseguiu o que necessita para si mesma?
Há muito não tem um tempo ou um espaço ao seu?
Os limites da sua individualidade parecem difusos e indistintos?
Você sente que não tem direito a uma personalidade própria, mas deve sempre pensar nos outros, colocando as necessidades deles em primeiro lugar, até não saber mais quem é nem o que quer?
Agora está na hora de ser você mesma.
Está na hora de prestar atenção às vozes sussurantes das suas próprias necessidades. Está na hora de resgatar a si mesma, e celebrar e fortalecer a pessoa que você é.
Ártemis diz que a integridade é alimentada quando você honra, respeita e dedica tempo a si mesma. Ela também pergunta como você esperar atingir quaisquer alvos se não tem um eu a partir do qual atirar?
Fonte: Oráculo da Deusa - Editora Pensamento

Carla Lampert
Magdala - Grupo de Estudos de Espiritualidade Feminina
Postado em http://femininoessencial.blogspot.com/

As Diferenças entre as Pessoas

A liderança e a participação eficaz em grupo dependem essericialmente da forma como o líder e os membros do grupo convivem com as diferenças interpessoais.

Em que consiste essa diferença? Mais do que a diferença na aparência física, consiste em saber lidar com pessoas diferentes na forma de pensar, sentir e agir.

Você já parou para pensar em como é a forma que você se relaciona com as ressoas ao seu redor? O que você espera delas? O que essas pessoas esperam de você? O que você espera de si mesmo?

Muitas vezes esperamos tanto dos outros que freqüentemente nos sentimos frustrados por eles. Isso ocorre porque nos relacionamos com as pessoas partindo de nossas próprias referências pessoais. Então, por exemplo, se penso que ser pontual é fundamental para mim, automaticamente espero isso do outro. Só que nem sempre isso acontece, o que me revolta e afeta minha relação com as pessoas que se atrasam e me fazem esperar. Mas, será que o outro é obrigado a atender às minhas expectativas? Quem me garante que isto ocorrerá sempre? A base para começarmos a lidar com outras pessoas de forma eficaz é nos conscientizarmos que:

AS OUTRAS PESSOAS SÃO DIFERENTES DE MIM.

Cada pessoa é um ser único no mundo, com uma história de vida própria somente por ela experimentada. Você já parou para pensar que ninguém pode sentir o que voce sente, da forma como voce sente ? A sua alegria é só sua, a sua dor e tristezas são só suas. A forma como voce enfrenta uma perda, por exemplo, é diferente da forma de outra pessoa. Porque você é um ser singular neste mundo, nem os gêmeos pensam e sentem de forma igual. Muitas de nossas dificuldades nas relações estão justamente porque esperamos que o outro aja confórme nós agimos. Quando encontramos alguém parecido conosco, que alegria! Esse encontro nos traz satisfação e reconhecimento. É ótimo nos relacionarmos com uma pessoa que pensa de forma semelhante à nossa. Mas, quando o contrário acontece, que desastre! Entramos em conflito. Como vamos "corrigir" esta outra pessoa? Como vamos conviver com ela?

Se realmente você entende que o outro é diferente de você, esse conflito será tratado nas suas devidas proporções. Então, as atitudes dos outros não terão o peso de serem da forma como você espera. Por exemplo, se uma pessoa esqueceu seu aniversário e ela continua sendo sua amiga. não é porque ela não gosta suficientemente de você, pois você não esqueceria o aniversario dela, pode ser que comemorar um aniversario não seja tão importante para ela, como é para você (por mais incrível que isso possa parecer).

Antes de compreendermos e aceitarmos a diferença do outro, devemos compreender e aceitar a nossa própria diferença. Devemos também não nos culpar por não sermos como o outro quer que sejamos. Devemos reconhecer que podemos errar, que somos limitados e que não atenderemos sempre ás expectativas dos outros. Assim, começamos a perceber que não é dificil conviver com o diferente, mas e difícil pararmos de agir com o outro como se esse outro fosse nossa extensão ou como se fosse nós mesmos.

Psicóloga Flávia Machado
Psicoterapeuta Existencial
Monitora da SAEP

Estado do Mundo

Quanto mais vemos o mundo através da mídia,
mais pensamos nele como estando fora de controle.
Incapazes de sentir que nossas vidas são parte da
história, tentamos nos separar daquilo que
percebemos como sendo caótico e perigoso.
Apreensivos e defensivos, recuamos do conflito mundial.
Porém, se acreditamos que nossos pensamentos
e ações repercutem nos outros, a moralidade
entra na equação. Nenhum de nós é verdadeiramente
feliz se aqueles que estão próximos não estão.
Nossa própria bondade será refletida de volta para
nós através da felicidade dos outros.

Mike George, Learn to Relax, DBP, London, 1998

O Abraço

Dizem os orientais que, quando abraçarmos uma pessoa querida a quem amamos, devemos fazer da seguinte forma:
inspirando e expirando três vezes, e aí sua felicidade se multiplicará pelo menos dez vezes.

O efeito terapêutico do abraço é inegável. Diante disso não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem.

Se você estiver sentindo um vazio interior, tente abraçar o seu amigo, deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele, para que o possa sentir junto a você.

Nos momentos de dor ou de alegria é que vemos o bem que um grande e demorado abraço nos causa.

Pelo abraço, transmitimos emoções, recebemos carinho, trocamos afeto, compartilhamos alegria, amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor, expressamos nossa humanidade.

É tempo de enlaçarmos nossos braços num terno, profundo e afetuoso abraço.

Luiz Maia

A Lucidez Perigosa

Estou sentindo uma clareza tão grande

que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou, por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
Que faço dessa lucidez?

Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
Eu consisto,
Amem.

(Clarice Lispector)

Amor, trabalho e conhecimento

ERA UMA VEZ NUM REINO DISTANTE, um jovem entrou na floresta e disse ao
seu mestre espiritual: "Quero possuir riqueza ilimitada para poder
ajudar o mundo. Por favor conte-me qual é o segredo para se gerar
abundância?"
O mestre espiritual respondeu: "Existem duas deusas que moram no
coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas
entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser
revelado, e eu lhe contarei qual é." Com um sorriso, ele prosseguiu:
"Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção á uma
delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a,
dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza.
Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente
enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca
a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a
você. Ela o seguirá por onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que
você deseja será sua para sempre."

"Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito. E esse poder
que habita em você é a chave para a criação da prosperidade."

Deepak Chopra. Extraído do livro "Criando Prosperidade".

Psicologia e Religião Oriental

Entre nós, ocidentais, o homem é infinitamente pequeno, enquanto a graça de Deus é tudo. No Oriente, pelo contrário, o homem é deus e se salva por si próprio (Carl Gustav Jung)
Quem ousa pensar em na relação entre a alma e a idéia de Deus é logo acusado de psicologismo ou suspeito de misticismo doentio. O Oriente, pelo contrário, tolera compassivamente estes graus espirituais "inferiores" em que o homem se ocupa com o pecado devido à sua ignorância cega a respeito do karma, ou atormenta a sua imaginação com uma crença em deuses absolutos, os quais, se ele olhar um pouco mais profundamente, perceberá que não passam de véus ilusórios tecidos pelo seu próprio espírito. Por isso, a psique é o elemento mais importante, é o sopro que tudo penetra, ou seja, a natureza de Buda; é o espírito da Buda, o Uno, o Dharma-Kaya. Toda vida jorra da psique e todas as suas diferentes formas de manifestação se reduzem a ela. É a condição psicológica prévia e fundamental que impregna o homem oriental em todas as fases de seu ser, determinando todos os seus pensamentos, ações e sentimentos, seja qual for a crença que professe.

De modo análogo, o homem ocidental é cristão, independentemente da religião à qual pertença. Para ele, a criatura humana é algo de infinitamente pequeno, um quase nada. Acrescenta-se a isso o fato de que, como diz Kierkegaard, "O homem está sempre em falta diante de Deus". O homem procura conciliar os favores da grande potência mediante o temor, a penitência, as promessas, a submissão, auto-humilhação, as boas obras e os louvores. A grande potência não é o homem, mas um "totaliter alter", o totalmente outro, absolutamente perfeito e exterior, a única realidade existente. Se modificarmos um pouco a fórmula e em lugar de Deus colocarmos outra grandeza, como, por exemplo, o mundo, o dinheiro, teremos o quadro completo do homem ocidental zeloso, temente a Deus, piedoso, humilde, empreendedor, cobiçoso, ávido de acumular apaixonada e rapidamente toda a espécie de bens deste mundo tais como riqueza, saúde, conhecimentos, domínio técnico, prosperidade pública, bem-estar, poder político, conquistas etc. Quais são os grandes movimentos propulsores de nossa época? Justamente as tentativas de nos apoderarmos do dinheiro ou dos bens dos outros e de defendermos o que é nosso. A inteligência se ocupa principalmente em inventar "ismos" adequados para ocultar os seus verdadeiros motivos ou para conquistar o maior numero possível de presas. Não pretendo descrever o que sucederia a um oriental, caso se esquecesse do ideal de Buda. Não quero colocar, assim, tão deslealmente, e para nossa vantagem, o preconceito ocidental. Mas não posso deixar de propor a questão de saber se seria possível, ou mesmo conveniente para ambos os lados, imitar o ponto de vista do outro. A diferença entre ambos é tão grande que não se vê uma possibilidade de imitá-los, e muito menos ainda a oportunidade de o fazer. Não se pode misturar fogo com água. A posição oriental idiotiza o homem ocidental, e vice-versa. Não se pode ser ao mesmo tempo um bom cristão e seu próprio redentor, do mesmo modo que não se pode ser ao mesmo tempo um budista e adorar Deus. Muito mais lógico é admitir o conflito, pois se existe realmente uma solução, só pode tratar-se de uma solução irracional.

Por inevitável desígnio do destino, o homem ocidental tomou conhecimento da maneira de pensar do oriental. É inútil querer depreciar esta maneira de pensar ou construir pontes falsas ou enganadoras por sobre abismos. Em vez de aprender de cor as técnicas espirituais do Oriente e querer imitá-las, numa atitude forçada, de maneira cristã - imitatio Christi -, muito mais importante seria procurar ver se não existe no inconsciente uma tendência introvertida que se assemelhe ao princípio espiritual básico do Oriente. Aí, sim, estaríamos em condições de construir, com esperança, em nosso próprio terreno e com nossos próprios métodos. Se nos apropriarmos diretamente dessas coisas do Oriente, teremos de ceder nossa capacidade ocidental de conquista. E com isso estaríamos confirmando, mais uma vez, que "tudo o que é bom vem de fora", onde devemos buscá-lo e bombeá-lo para nossas "Quem não possui Deus desta maneira, mas tem necessidade de buscá-lo todo fora... não possui Deus de maneira nenhuma, e então é fácil que algo o perturbe"
(Meister Eckhart)');" onmouseout="nd();">almas estéreis
. A meu ver, teremos aprendido alguma coisa com o Oriente no dia em que entendermos que nossa alma possui em si riquezas suficientes que nos dispensam de fecundá-la com elementos tomados de fora, e em que nos sentirmos capazes de desenvolver-nos por nossos próprios meios, com ou sem a graça de Deus. Mas não poderemos entregar-nos a esta tarefa ambiciosa, sem antes aprender a agir sem arrogância espiritual e sem uma segurança blasfema. A atitude oriental fere os valores especificamente cristãos e não adianta ignorar estas coisas.

Se quisermos que nossa atitude seja honesta é preciso apropriarmo-nos desta atitude, com plena consciência dos valores cristãos e conscientes do conflito que existe entre estes valores e a atitude introvertida do Oriente. É a partir de dentro que devemos atingir os valores orientais e procurá-los dentro de nós mesmos, e não a partir de fora. Devemos procurá-los em nós próprios, em nosso Inconsciente. Aí, então, descobriremos quão grande é o temor que temos do inconsciente e como são violentas as nossas resistências. É justamente por causa destas resistências que pomos em dúvida aquilo que para o Oriente parece tão claro, ou seja, a capacidade de autolibertação própria da mentalidade introvertida.

Este aspecto do espírito é, por assim dizer, desconhecido no Ocidente, embora seja a componente mais importante do inconsciente. Podemos admitir com toda a tranqüilidade que a expressão oriental correspondente ao termo "mind" (mente) se aproxima bastante do nosso "inconsciente", ao passo que o termo "espírito" é mais ou menos idêntico à consciência reflexa. Para nós, ocidentais, a consciência reflexa é impensável sem um eu. Ela se equipara à relação dos conteúdos com o eu. Se não existe o eu, estará faltando alguém que possa se tornar consciente de alguma coisa. O eu, portanto, é indispensável para o processo de conscientização. O espírito oriental, pelo contrário, não sente dificuldade em conceber uma consciência sem o eu. Admite que a existência é capaz de estender-se além do estágio do eu. O eu chega mesmo a desaparecer neste estado "superior". Semelhante estado espiritual permaneceria inconsciente para nós, pois simplesmente não haveria uma testemunha que o presenciasse.

Não ponho em dúvida a existência de estados espirituais que transcendam a consciência. Mas a consciência reflexa diminui de intensidade à medida que o referido estado a ultrapassa. Não consigo imaginar um estado espiritual que não se ache relacionado com um sujeito, isto é, com um eu. O seu poder não pode subtrair-se ao eu. O eu, por exemplo, não pode ser privado do seu sentimento corporal. Pelo contrário, enquanto houver capacidade de percepção, deverá haver alguém presente que seja o sujeito da percepção. É só de forma mediana e indireta que tomamos consciência de que existe um inconsciente. Entre os doentes mentais podemos observar manifestações de fragmentos do inconsciente pessoal que se desligaram da consciência reflexa do paciente. Mas não temos prova alguma de que os conteúdos inconscientes se achem em relação com um centro inconsciente, análogo ao eu. Antes, pelo contrário, existem bons motivos que nos fazem ver que um tal estado nem sequer é provável.

O fato de o Oriente colocar de lado o eu com tanta facilidade parece indicar a existência de um pensamento que não podemos identificar com o nosso "espírito". No Oriente, o eu desempenha certamente um papel menos egocêntrico que entre nós; seus conteúdos parecem estar relacionados com um sujeito apenas frouxamente, e os estados que pressupõem um eu debilitado parecem ser os mais importantes. A impressão que se tem, igualmente, é de que a Hatha-Yoga serve, antes de tudo, para extinguir o eu pelo domínio de seus impulsos não domesticados. Não há a menor dúvida de que as formas superiores da ioga, ao procurar atingir o Samadhi, tem como finalidade alcançar um estado espiritual em que o eu se ache praticamente dissolvido. A consciência reflexa, no sentido empregado por nós, é considerado como algo inferior, isto é, como um estado de Avidya (ignorância), ao passo que aquilo a que denominamos de "pano de fundo obscuro da consciência reflexa" é entendido, no Oriente, como consciência reflexa "superior". O nosso conceito de "inconsciente coletivo" seria, portanto, o equivalente europeu do Buddhi, o espírito iluminado.

Destas considerações podemos concluir que a forma oriental da "sublimação" consiste em retirar o centro de gravidade psíquico da consciência do eu, que ocupa uma posição intermediária entre o corpo e os processos ideais da psique. As camadas semifisiológicas inferiores da psique são dominadas pela prática da ascese, isto é, pela "exercitação", e, assim, mantidas sob controle. Não são negadas ou reprimidas diretamente por um esforço supremo da vontade, como acontece comumente no processo de sublimação ocidental. Pelo contrário, poder-se-ia mesmo dizer que as camadas psíquicas inferiores são ajustadas e configuradas pela prática paciente da Hatha-Yoga, até chegarem ao ponto de não perturbarem mais o desenvolvimento da consciência "superior". Este processo singular parece ser estimulado pela circunstância de que o eu e seus apetites são represados pelo fato de o Oriente atribuir maior importância ao "fator subjetivo". A atitude introvertida caracteriza-se, em geral, pelos dados a priori da apercepção. Como se sabe, a apercepção é constituída de duas fases: a primeira é a apreensão do objeto e a segunda, a assimilação da apreensão à imagem previamente existente ou ao conceito mediante o qual o objeto é "compreendido". A psique não é uma não-entidade, desprovida de qualquer qualidade. A psique constitui um sistema definido, consistente de determinadas condições e que reage de maneira específica. Qualquer representação nova, seja ela uma apreensão ou uma idéia espontânea, desperta associações que derivam do tesouro da memória. Estas se projetam imediatamente na consciência e produzem a imagem complexa de uma impressão, embora este fato já constitua, em si, uma espécie de interpretação. Designa a disposição inconsciente, da qual depende a qualidade da impressão, que designo pelo nome de "fator subjetivo". Este merece o qualificativo de "subjetivo" porque é quase impossível que uma primeira impressão seja objetiva. Em geral é preciso antes um processo cansativo de verificação, análise e comparação, para que se possa moderar e ajustar as reações imediatas do fator subjetivo.

Apesar da propensão da atitude extrovertida a designar o fator subjetivo como "apenas subjetivo", a proeminência atribuída a este fator não indica, necessariamente, um subjetivismo de caráter pessoal. A psique e sua natureza são bastante reais. Como já assinalei, elas convertem até mesmo os objetos materiais em imagens psíquicas. Não captam as ondas sonoras em si, mas o tom: não captam os comprimentos das ondas luminosas, mas as cores. O ser é tal qual o vemos e entendemos. Existe um número infinito de coisas que podem ser vistas, sentidas e entendidas das mais diversas maneiras. Abstração feita dos preconceitos puramente pessoais, a psique assimila fatos exteriores de maneira própria que, em última análise, se baseia nas leis ou formas fundamentais da apercepção. Estas formas não sofrem alteração, embora recebam designações diferentes em épocas diferentes ou em partes diferentes do mundo. Em um nível primitivo, o homem teme os magos e feiticeiros. Modernamente, observamos os micróbios com igual medo. No primeiro caso, todos acreditam em espíritos; no segundo, acredita-se em vitaminas. Antigamente, as pessoas eram possuídas pelo demônio; hoje elas o são, e não menos, por idéias etc.

O fator subjetivo é constituído, em última análise, pelas formas eternas da atividade psíquica. Por isto, todo aquele que confia no fator subjetivo está se apoiando na realidade dos pressupostos psíquicos. Se, agindo assim, ele consegue estender a sua consciência para baixo, de sorte a poder tocar as leis fundamentais da vida psíquica, estará em condições de entrar na posse da verdade que promana naturalmente da psique, se esta não for, então, perturbada pelo mundo exterior não-psíquico. Em qualquer caso, esta verdade compensará a soma dos conhecimentos que podem ser adquiridos através da pesquisa do mundo exterior. Nós, do Ocidente, acreditamos que uma verdade só é convincente quando pode ser constatada através de fatos externos. Acreditamos na observação e na pesquisa o mais exata possível da natureza. Nossa verdade deve concordar com o comportamento do mundo exterior, pois, do contrário, esta verdade será meramente subjetiva. Da mesma forma que o Oriente desvia o olhar das múltiplas formas aparentes da Maya, assim também o Ocidente tem medo do inconsciente e de suas fantasias vãs. O Oriente, no entanto, sabe muito bem haver-se com o mundo, apesar de sua atitude introvertida; o Ocidente também sabe agir com a psique e suas exigências, apesar de sua extroversão. Ele possui uma instituição, a Igreja, que confere expressão à psique humana, mediante seus ritos e dogmas.

Carl Gustav Jung; Psicologia e religião oriental (Ed. Vozes)

Manifestação

Se a realidade de nossas vidas é a manifestação de nossos pensamentos e intenções, precisamos estar sempre atentos quanto àquilo que poderemos materializar.

Pensamentos destrutivos e sentimentos contraditórios geram um campo de energia totalmente desarmonioso, que jamais poderá resultar na criação de uma existência plena de equilíbrio e harmonia.

Não é de admirar que o mundo se encontre nesse estado caótico, visto que ele é resultado da loucura e do caos interior que predomina na maioria dos seres humanos.

Mas, se cada um de nós, individualmente, empenhar-se para modificar a própria realidade pessoal e também aquela que se encontra ao seu redor, certamente conseguiremos modificar esse estado de coisas.

Temos a total possibilidade de obter o controle consciente de nossos pensamentos e emoções, para curar e manter nosso corpo físico saudável e pleno de energia vital.

Entretanto, este potencial tem sido sufocado pela predominância da negatividade em nossa mente. Somente uma intenção firme e uma vontade inabalável de experimentar o êxtase que habita em nosso interior, poderão nos ajudar a alcançar esta preciosa dádiva.

Concentremo-nos, a cada dia, em acessar os recursos que o divino coloca, cada vez mais, ao alcance daqueles que desejam contribuir de forma decisiva para criar uma nova humanidade.

“...uma nova alvorada para toda a raça humana, uma nova inocência, uma nova infância, uma nova satyuga – a era da verdade – uma nova idade de ouro é possível. Mas as pessoas positivas têm de dar um passo corajoso para expressar a si mesmas. Elas não têm feito isto ao longo da história.

Elas usufruíram suas experiências e pensaram que seu trabalho estava terminado. Eu quero lembrá-los frequentemente: quando você tem algo para compartilhar, não fique aí, compartilhe-o. A humanidade precisa disso mais do que nunca, de pessoas que podem criar nova esperança para uma nova alvorada.”

Osho, The New Dawn.

“... Estes eu tenho chamado os três passos da iluminação:

O primeiro passo, o Buda vem atrás de você como uma presença – muito sólida, muito tangível, você pode senti-lo. Você pode sentir sua fragrância, você pode sentir seu poder, ele preenche você com grande alegria.

O segundo passo, o Buda vem à sua frente; você se torna a sombra. E lentamente, lentamente, a sombra começa a desaparecer.

O terceiro passo, você não é mais. Nem mesmo uma sombra é deixada, somente o Buda permanece – uma consciência transparente, uma vida eterna. Aqueles que vieram para esta experiência são as pessoas reais, que podem celebrar a vida.

Eu celebrei a mim mesmo.
E eu quero que todos vocês celebrem a si mesmos.
Tornem-se uma dança, tornem-se uma canção.
Tornem-se um lótus, tornem-se uma primavera”.

Osho, I celebrate myself.


Elisabeth Cavalcante: Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.

Guarde essas palavras em seu coração...

Não espere o vento soprar na sua direção,
Nem corra atrás do vento.
A vida está dentro de você
E viver este dia é o melhor que você pode fazer.
Não deixe alguém esperando pela sua palavra.
Abra o seu coração e olhe para a dor da humanidade.
Do seu lado pode estar alguém que sofre em silêncio.

Não se feche nem retenha as coisas boas.
Solte, libere a sua melhor parte.
Há muitas mãos estendidas,
Há muitos rostos chorando,
Há muitas vidas precisando de você.
Há dor no mundo! Há fome! Há luta!
Há dor sobretudo NA ALMA das pessoas.
Você pode, se você acha que pode.
Faça algo neste dia...

Pode ser que amanhã a sua palavra
Fique presa na garganta porque
A morte se sobrepõe a vida.
Não retenha a sua fidelidade,
O seu gesto de amor,
A sua solidariedade,
A sua amizade,
O seu melhor sentimento.

Não sabemos o que nos espera no próximo minuto.
Uma existência pode se esvair num segundo.
Faça a sua parte no mundo.
Não silencie, não se omita.

Pode ter certeza.
Algum coração neste momento bate por você,
Uma alma ferida precisa das suas palavras,
Um amigo espera seu gesto,
Um faminto espera o pão, um doente a cura,
Alguém que você nem conhece deseja
Intensamente estar vivo e no seu lugar.

Deus habita no meio daquele
Que tem o maior sentimento do universo:
O AMOR
Ama teu próximo - como a ti mesmo.

(Dulce Regina Breim)

Ensinamentos da Mãe

1. Uma gota de prática é melhor que um oceano de teorias, conselhos e boas resoluções.
2. Um dos principais obstáculos para o estabelecimento de uma harmonia progressiva é nossa ansiedade em provar ao nosso oponente que ele está errado e nós estamos certos.
3. Estamos sempre cercados pelas coisas em que pensamos.
4. Não tens direito de julgar um homem a não ser que sejas capaz de fazer melhor aquilo que ele faz.
5. É necessário nobreza de caráter para não ficares ressentido com alguém que te fez bem.
6. Para o homem comum, o sábio é uma espécie de caixinha de música, onde é bastante colocar uma moeda de uma questão para receber a resposta automaticamente.
7. A nobreza de um ser é medida pela sua capacidade de gratidão.
8. Quando sentires que não sabes nada, então estás pronto para aprender.
9. Apenas o egoísmo é que fica chocado quando encontra egoísmo nos outros.
10. Não é o número de anos que viveste que te faz envelhecer. Tu te tornas velho quando paras de progredir.
11. Não te importes com a estupidez dos outros, importa-te com a tua.
12. A perfeição não é um máximo nem um extremo. É um equilíbrio e uma harmonia.

Mirra Alfassa, conhecida como A Mãe, principal discípula de Sry Aurobindo.

Sobre a Teoria de Gaia...

A teoria Gaia, do cientista inglês James Lovelock, afirma que "a Vida e a Terra evoluem juntas, excluindo o paradigma da visão científica convencional, onde reina o apartheid entre os vários campos das disciplinas ambientais". A proposta dessa nova-antiga visão é fazer uma síntese das contribuições da geologia, geoquímica, biologia evolutiva e climatologia, transformando a concepção grega da Terra, enquanto deusa viva, numa teoria fundamentada cientificamente e apoiada em uma nova disciplina, a Geofisiologia.

Percebendo a Terra como ser vivo, Peter Russel, em seu livro "O Despertar da Terra" advoga que nós, seres humanos, constituímos as células do cérebro do planeta. Seria esse o inconsciente coletivo de Jung, produto do pensamento de 6 bilhões de "células" que formam o "cérebro global" da Terra viva?

Os desequilíbrios do planeta, provocados pela emissão de gases estufa na atmosfera, chuvas ácidas, buraco na camada de ozônio, desmatamentos e extinção de espécies, não sugerem que o ser humano, como célula do cérebro do planeta, esteja naturalmente desequilibrado, precisando religar-se com os princípios de sua evolução biológica?
A origem da vida, como diz a ciência, se deu há 3 bilhões de anos, nos oceanos, e nós somos - à luz da teoria da evolução de Darwin - filhos desse grande útero materno.
Entretanto, apresentar o planeta Terra como Gaia – Mãe Natureza – de forma compreensível e tentar levantar algumas questões que mostrem a famosa relação organismo-ambiente e as dinâmicas fronteiras de contato é, para um geólogo, uma tarefa difícil e, por que não dizer, audaciosa.


A mãe natureza está doente. Ela necessita de um olhar sensível e equilibrado para se manter viva. Temos que deixar de nos comportar como um ego encapsulado na pele ("Tudo que estiver dentro de minha pele sou eu, e o que está fora de minha pele não sou eu"). É preciso tornar porosas as fronteiras de contato. A Terra é o personagem principal. Nós, seres humanos, que adoecemos Gaia, não deveríamos ser figurantes, como forma de garantir a própria sobrevivência?

Luis Lira

O Espírito da Coisa(Martha Medeiros)

VOCÊ SEMPRE PEGA O ESPÍRITO DA COISA? Geralmente o espírito da coisa é algo que fica subentendido, só as almas atentas conseguem captá-lo. A verdade é que, em um mundo cada vez mais pragmático, é difícil pegar o espírito da coisa, seja que coisa for esta.

O que dizer então do espírito do Natal? Antes ele entrava no ar assim que dezembro iniciava. O espírito deste mês, para quem foi criança em outros tempos, era de pura magia. O Natal, que demorava tanto para chegar, estava batendo à porta. “Quantos dias faltam, mãe?” “Agora falta pouco, querida.” “Quanto?” “Uns 20 dias.” “Tudo isso?!!”

Mas a gente sabia que era pouco se comparado à longa espera de um ano inteiro. Em maio, junho, julho, o Natal ainda estava a perder de vista. Natal era o arremate do calendário, era a compensação por tanto estudo e provas na escola, era o prêmio por termos nos comportado bem, era a hora de colocar uma roupa bonita e ter algum desejo atendido, era hora de comer umas delícias diferentes, de rezar, de acreditar em todos os sonhos. O céu ficava mais azul, as estrelas se multiplicavam e nunca, nunca chovia em dezembro. Então finalmente chegava o dia 24. A empregada era liberada logo depois do almoço, o pai voltava mais cedo pra casa e nenhum moleque reclamava de ir pro chuveiro, até gostava. Já de banho tomado, era hora de esperá-lo. Ele. O verdadeiro deus de toda criança, Papai Noel.

Hoje mal entra dezembro — e com ele, trovoadas — e os shoppings lotam, o trânsito entope, os filhos pedem coisas caríssimas e ganham antes mesmo da noite feliz. Comprar, comprar, comprar. Você, meio sem grana, faz o que pode. Os outros, meio sem nada, você faz que não vê. Mas eles estão entre nós: crianças pedindo um lápis de presente, pedindo colchão de presente, sonhando com o primeiro iogurte de suas vidas. E a gente voando de um lado para o outro, sem tempo pra eles.

Isso tudo foi até ontem, quando dezembro acabou. Ao menos este dezembro insensato, ansioso, consumista, ateu, que dura 24 dias febris, onde todos correm, todos estão atrasados, todos têm compromissos inadiáveis. Uma amiga me escreveu no auge do estresse: “Pensar que o próximo será só daqui a um ano é a melhor parte da história”.

Antes de começar a contagem regressiva para o próximo, temos hoje. Temos este hiato, o dia 25. Um feriado, um domingo, uma trégua. As lojas estão todas, todinhas, fechadas. Sobrou alguma coisa da ceia para beliscar na geladeira. Você vai sentir sede de suco natural, de água gelada. Vai colocar música pra tocar, vai vestir uma camiseta limpa. Você não tem nada pra fazer, nenhum motivo pra tirar o carro da garagem, nenhuma razão para procurar vaga para estacionar. Hoje você vai andar a pé, no máximo de bicicleta. Vai falar mais pausadamente. Não vai ligar a TV, prometa. Nem sei por que abriu o jornal. Hoje é dia de caminhar devagar, de chinelo ou pés descalços. Dia de olhar bem fundo nos olhos do porteiro que está trabalhando, do motorista de ônibus que está trabalhando, e desejar a eles um feliz Natal pra valer. Com sentimento. Um sentimento que não seja medo nem angústia.

Paz.

É hoje o dia que nos restou pra isso. Um dia para sairmos de casa apenas para ir até alguém que nada possui e ofertar um pedaço de bolo, uma barra de chocolate, um travesseiro, um sabonete, uma bola, qualquer coisa que signifique uma verdadeira extravagância diante de tanta miséria. Terminou a histeria coletiva, terminou a festa, terminou a semana. É hoje, antes que tudo reinicie, que você poderá encontrar o verdadeiro espírito da coisa. Não deixe que ele escape.

Mamãe Noel

Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

(Martha Medeiros)

Poema de Natal(Vinícius de Moraes)

"Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente".

(Vinícius de Moraes)

Feliz ovo Ano(Mário Quintana)


"Bendito quem inventou o belo truque do calendário,


pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo


é que nos dão a impressão de que a vida não continua,

mas apenas recomeça"...

Feliz Novo Ano!

(Mário Quintana)

Ano Novo(Mário Quintana)


"Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas buzinas
Todos os tambores
Todos os reco-recos tocarem:
- Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada - outra vez criança
E em torno dela indagará o povo:
- Como é o teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
E ela lhes dirá
( É preciso dizer-lhes tudo de novo )
Ela lhes dirá bem alto, para que não se esqueçam:
- O meu nome é ES - PE - RAN - ÇA" …

(Mário Quintana)

Ano Novo(Drummond)


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade,
recompensa,justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,você, meu caro,
tem de merecê-lo,tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre!

(Carlos Drummond de Andrade)

Ano Novo(Mário Quintana)


"O Ano Novo ainda não tem pecado:

É tão criança...

Vamos embalá-lo...

Vamos todos cantar juntos em seu berço de

mãos dadas,

A canção da eterna esperança."

Mário Quintana

Nesse Natal...(Letícia Thompson)

Invente seu Natal!

Faça algo diferente!

Faça o melhor que puder

Com aquilo que tiver!

Enfeite-se, alegre-se.

Se não tem dinheiro,

Encha seu coração de amor!

Seja a própria árvore

Com bolinhas coloridas

E muito riso!

O calor que emana do seu abraço

Dinheiro nenhum no mundo

Poderia comprar.

Dê um abraço, um sorriso,

Um te gosto, um te amo...

...Seja você o presente!

(Letícia Thompson)

Natal(Chico Xavier)

Meu amigo. Não te esqueças.
Pelo Natal do Senhor,
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do Amor.
Reparte os bens que puderes
Às luzes da devoção.
Veste os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.
Mas, não te esqueças de ti,
No banquete de Jesus:
Segue-lhe o exemplo divino
De paz, de verdade e luz.
Toma um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.
Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.
Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem.
Deus é a Suprema Justiça.
Não deves julgar ninguém.
Esperas bens neste mundo?
Acalma o teu coração.
Às vezes, ao fim da estrada,
Há fel e desilusão.
Não tiveste recompensas?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor.
Queres esmolas do Céu?
Não te fartes de saber teus,
Que o Senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.
Desesperaste? Recorda,
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.
Natal!... Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu...
Conchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do Céu.
- Mas, ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor:
Vê se já tens a humildade,
A seiva eterna do amor.

Autor: Médium: Chico Xavier Espírito: Casimiro Cunha

Natal(André Luiz)

"Neste Natal, por algum momento, pacifica a tua alma para receber as vibrações de amor que te falam de um tempo excepcionalmente afortunado à Humanidade...
...Distante de formalidades e comemorações exteriores, medita no significado real desta data e começa a trabalhar na renovação da forma que te é própria de saudar o Natal.
...Esquece, por momentos, acepipes e licores, vestes e presentes, sons e ornamentos, e interiorizando-te, deixa que uma luz maior te banhe o entendimento te levando para um lugar à parte, distante de todas frivolidades, para falar de alegrias que realmente importam ao teu progresso espiritual.
...Como te encontras, desde o último Natal?
...Olhando em torno sentirás tristeza, por certo, porque o mundo prossegue envolto em sombras, malgrado todas as esperanças de um tempo mais íntegro, melhor.
...Isso porque não bastam súplicas e desejos; necessário é trabalhar na edificação da paz almejada.
...Renova, por esta razão, teu modo de apresentar-se à grande festa da Luz.
...Envolve-te ricamente, porém nas vestes do amor e do bem; alimenta-te fartamente, mas de bom ânimo e coragem; bebe em abundância apenas do licor da alegria e da esperança; presenteia sem erro paz e harmonia ao teu próximo e roga para ti os mimos imorredouros do aperfeiçoamento, como lembrança preciosa e definitiva.
...Paciência - para as dificuldades.
...Tolerância - para as diferenças.
...Benevolência - para os equívocos.
...Misericórdia - para os erros.
...Perdão - para as ofensas.
...Prudência - para as ilusões.
...Equilíbrio - para os desejos.
...Sensatez - para as escolhas.
...Sensibilidade - para os olhos.
...Delicadeza - para as palavras.
...Discernimento - para os ouvidos.
...Resignação - para a escassez.
...Responsabilidade - para a fartura.
...Coragem - para as provas.
...Fé para as conquistas.
...Amor - para todas as ocasiões.

...Somente assim viveremos de Natal a Natal conforme a orientação cristã do Espiritismo, que nos recomenda raciocinar para compreender, amar para engrandecer e trabalhar para realizar".

(Mensagem ditada por André Luiz em reunião do Instituto André Luiz, em 22/12/2002.)

Estarás triste se fores só...

"Você está se sentindo sozinho, entristecido, sem ninguém para dividir seus problemas e suas realizações? Lembre-se de que você é o responsável pela sua solidão. Não tenha vergonha de ir à procura das pessoas, de pedir ajuda, de dizer "Você tem um tempo para mim?". Lembre-se de que você só viverá num inverno contínuo se quiser. Porque as pessoas ao seu redor estão dispostas a florescer como a primavera, e fazer você ver o brilho da vida. Corra ao encontro de sua primavera! Corra ao encontro das pessoas. Dê a elas a chance de estar com você"!

(Ovídio)

Viver em Paz

Mantém-te em paz.

É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para issso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.

Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junta da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...

Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.

Ajuda-os, enquanto podes.

Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.

Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Fonte Viva)

NÃO QUERO ALGUÉM QUE MORRA DE AMOR POR MIM...

"NÃO QUERO ALGUÉM QUE MORRA DE AMOR POR MIM...

SÓ PRECISO DE ALGUÉM QUE VIVA POR MIM, QUE QUEIRA ESTAR JUNTO DE MIM, ME ABRAÇANDO.

NÃO EXIJO QUE ESSE ALGUÉM ME AME COMO EU O AMO, QUERO APENAS QUE ME AME, NÃO ME IMPORTANDO COM QUE INTENSIDADE.

NÃO TENHO A PRETENSÃO DE QUE TODAS AS PESSOAS QUE GOSTO, GOSTEM DE MIM...

NEM QUE EU FAÇA A FALTA QUE ELAS ME FAZEM, O IMPORTANTE PRA MIM É SABER QUE EU, EM ALGUM MOMENTO, FUI INSUBSTITUÍVEL...

E QUE ESSE MOMENTO SERÁ INESQUECÍVEL...

SÓ QUERO QUE MEU SENTIMENTO SEJA VALORIZADO.

QUERO SEMPRE PODER TER UM SORRISO ESTAMPANDO EM MEU ROSTO, MESMO QUANDO A SITUAÇÃO NÃO FOR MUITO ALEGRE...

E QUE ESSE MEU SORRISO CONSIGA TRANSMITIR PAZ PARA OS QUE ESTIVEREM AO MEU REDOR.

QUERIA TER A CERTEZA DE QUE APESAR DE MINHAS RENÚNCIAS E LOUCURAS, ALGUÉM ME VALORIZA PELO QUE SOU, NÃO PELO QUE TENHO...

QUE ME VEJA COMO UM SER HUMANO COMPLETO, QUE ABUSA DEMAIS DOS BONS SENTIMENTOS QUE A VIDA LHE PROPORCIONA, QUE DÊ VALOR AO QUE REALMENTE IMPORTA, QUE É MEU SENTIMENTO...

NÃO QUERO BRIGAR COM O MUNDO, MAS SE UM DIA ISSO ACONTECER, QUERO TER FORÇAS SUFICIENTES PARA MOSTRAR A ELE QUE O AMOR EXISTE... QUE ELE É SUPERIOR AO ÓDIO E AO RANCOR, E QUE NÃO EXISTE VITÓRIA SEM HUMILDADE E PAZ".

Mário Quintana

Um postal com carinho...

Ressonância

Tudo no universo opera por vibração, e conseqüente ressonância. Quando uma pessoa ataca, a outra só reage se aquilo encontrou ressonância (pode ser a nível físico, se for uma agressão física, ou moral, se for uma agressão verbal).

Ao tocar uma nota Dó no violão, pode notar que a outra corda Dó vai ressoar, porque ambas estão afinadas (daí vem a palavra "afinidade"). Se uma agressão o perturbar, é porque ela ressoou em você, e você, entendendo o mecanismo, procure localizar ONDE ressoou e o PORQUÊ, e então procure eliminar esses traços em você (assim como um psicólogo faz com seu paciente).

Uma vez que isso acontece, não há necessidade de dar uma resposta, pois onde não há ofensa não há necessidade de contra-ofensa ou mesmo perdão (algo que Gandhi já falava, com o seu Ahimsa). Aliás, Gandhi e Jesus foram exemplos extremos de que mesmo agressões físicas não podiam perturbar suas almas. Pode-se destroçar o corpo, matá-lo, mas só é possível fazer o mesmo com sua alma se você o permitir.

No fundo do seu ser repousa uma mente tranqüila e serena como um lago. Se a tranqüilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranqüilidade do espírito?

(Chuang Tzu)

Felicidade

A felicidade é a conquista do sucesso interior.
Sentir-se realizado, feliz, amado e próspero é
uma ambição natural de todos nós. Todavia, só
conseguiremos chegar ao topo, se tivermos o
otimismo audacioso de confiar nos poderes do
invisível. Sob proteção do amor do Universo,
seguirmos para frente sem medo de viver.

Mensagem extraida do livro: Sem medo de viver Autora: Zibia Gasparetto

A Vida